Vista do Rio de Janeiro continua a fascinar turistasDivulgação
Até aqui, sem contabilizar os números referentes aos viajantes vindos por causa da COP30, que acontece em Belém e que, mesmo após seu término no dia 21 de março, deve continuar atraindo turistas impactados pelo evento. O acréscimo desse público específico vai subir ainda mais essa curva positiva no balanço final.
Mas não adianta ficar deitado em berço esplêndido em cima desses índices positivos que podem ser sazonais. Primeiramente, mesmo sendo os resultados mais altos da série histórica, ainda há muito espaço para crescer diante do tamanho e das potencialidades do Brasil.
Segundo ponto: o público desse segmento é altamente volátil, podendo migrar repentinamente para outro destino diante de novidades, notícias negativas, clima, câmbio, preços… São fatores incontroláveis pelo setor.
No entanto, existem aspectos que podem ser aperfeiçoados e que não são variáveis. Um deles é o nível de sustentabilidade, fator inegociável para o público mais exigente, principalmente o estrangeiro.
Corrida para a COP
Para que fosse realizada a primeira COP em território amazônico, alguns setores da capital do Pará tiveram praticamente que quase que totalmente reestruturado. Empresários foram convocados com a missão de reformar e ampliar a malha de hospedagem de Belém. A maior prova de fogo foi receber um público extremamente exigente e atento às questões socioambientais, como os atraídos ou envolvidos na COP30.
Já presente na região, o grupo francês Accor conseguiu certificar suas sete unidades belenenses pelo conceituado Green Key, uma das principais referências globais no turismo sustentável. Com isso, passam a integrar a rede internacional de estabelecimentos comprometidos com a causa e referência no segmento.
Os concorrentes portugueses Pestana e Vila Galé também se empenharam em uma verdadeira corrida contra o tempo, que mais parecia uma maratona de obstáculos.
O Vila Galé realizou um retrofit em um antigo galpão portuário, com apenas parte da estrutura metálica reaproveitável. Partiu praticamente do zero e ergueu em apenas onze meses sua mais nova unidade às margens da bela Baía de Guajará e a poucos metros das novas unidades da Caixa e do BNDES Cultural, de um novo polo gastronômico e do Ver-o-Peso, tradicional mercado popular ao ar livre.
Ao virar o mês, o desafio desafio é outro: garantir o retorno do investimento e manter a atratividade após o efeito COP30 e do fluxo anual do Círio de Nazaré.
O Rio de Janeiro é outro desafio pera o setor. A cidade mantém-se como principal portão de entrada de turistas estrangeiros e possuidor das principais imagens associadas ao Brasil, como o Cristo Redentor, Pão de Açúcar, Praia de Copacabana, Arcos da Lapa e, mais recentemente, a região da Pequena África.
Isso sem contar a associação da cidade ao verão e aos gigantescos Réveillon e Carnaval — eventos que, mesmo antes de suas datas oficiais, já recebem visitantes.
No entanto, é preciso driblar os impactos das notícias negativas e a migração de parte dos turistas de classe média para aplicativos de hospedagem residencial, como Airbnb.
Devido aos seus inúmeros atrativos, a concorrência também é maior, tornando alguns requisitos fundamentais, como o comprometimento socioambiental — item decisivo na escolha, principalmente para estrangeiros, cada vez mais criteriosos.
E, para a alta temporada de verão estendida, que vai de dezembro a março, a Rede Accor começa com um grande trunfo: acaba de receber a certificação Green Key para cinco hotéis no Rio de Janeiro.
Foram condecoradas pelas práticas sustentáveis e uso eficiente de recursos as unidades Grand Mercure Copacabana, Novotel Leme e Novotel Parque Olímpico. O Ibis — segmento mais popular da rede francesa — também recebeu o selo nas unidades Copacabana – Posto 5 e Parque Olímpico.
“As certificações conquistadas no Rio de Janeiro reforçam o avanço na implementação de práticas sustentáveis em grandes centros urbanos. É um passo importante para mostrar que a hotelaria responsável também tem espaço nas principais capitais do país, integrando cuidado ambiental, impacto social positivo e excelência em hospitalidade”, destaca Antonietta Varlese, Sênior Vice-presidente de Sustentabilidade, Comunicação e Relações Institucionais para as Américas.
Além das avaliações sustentáveis tradicionais, o Green Key possui singularidades que precisam ser cumpridas pelos concorrentes, como o grau de engajamento de funcionários e até dos hóspedes, assim como a interação com a comunidade. Pontos conquistados por meio de ações de limpeza de praias, doações para instituições filantrópicas e parcerias com fornecedores locais, reforçando o compromisso com a economia regional e o engajamento social.
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