Estudantes em ação ambientalDivulgação

Quebrando a rigidez das discussões protocolares envolvendo especialistas, cientistas e ativistas, uma iniciativa coloca adolescentes como protagonistas. Essa fase conta com poucos espaços na Agenda Geral desenvolvida aqui em Belém. É justamente o investimento maior deveria ser nessa faixa etária em plena formação conceitual e que estará, em pouco tempo, no centro das decisões. 
Tanto nos eventos centrais como nos paralelos e extraoficiais que formam o amplo calendário de atividades  ligadas ao encontro mundial, sente-se a falta da voz em mutação dos mais jovens ecoando pelos eventos. Falta protagonismo e escuta de nós adultos das contribuições "fora da caixa" dos surrados protocolos tradicionais.
Uma das honrosas exceções está o Observatório do Clima no qual os mais jovens estão no centro da ação. São 200 estudantes delegados, entre 14 e 17 anos. Entre as atividades, a que mais se destaca é a entrega a cúpula da COPO30 da Carta Marista pelo Clima, um espécie de dossiê ambiental elaborado por esses alunos.
A diversidade do documento vem da troca de saberes entre os estudantes oriundos de espaços geográficos, clima, realidades e culturas diversas. Eles foram selecionados nas 81 instituições de ensino do grupo católico Marista espalhadas pelo Brasil e  Chile. Dessas unidades também foram recrutados  100 professores que dão suporte ao projeto.
Educação Ambiental
A desenvoltura desses estudantes com a temática vem do Modelo Pedagógico adotado que é baseado na aprendizagem solidária.
“O Observatório Marista do Clima, que foi criado em outubro de 2024, é uma das diversas ações pedagógico-pastorais – com foco na aprendizagem solidária em torno dos temas atuais da ecologia integral, em especial, a emergência climática”, explica Paulo Henrique Oliveira Soares, gerente de Identidade, Missão e Vocação do Marista Brasil.
Conteúdos ligados a realidade ambiental são trabalhados constantemente através da inclusão de disciplinas com a temática ambiental na grade curricular das séries através de materiais e experiências trabalhadas transversal e multidisciplinar.
Além da sala de aula, os alunos também adquirem conhecimento prático através do desenvolvimento de  atividades complementares desenvolvidas pelo projeto SustentaEco.  Criado há dois anos, funciona como uma espécie de ncubadora  essa espécie de incubadora de experiências que envolvem agricultura sustentável, tecnologia e práticas ecológicas.
“O SustentaEco tem como objetivo tornar nossa escola referência em sustentabilidade, por isso promove ações alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, consumo consciente, energias renováveis, agricultura urbana e práticas pedagógicas que transformam conhecimento em atitude”, afirma Karin Lacerda, diretora do Marista Escola Social Ecológica.