Eleições de outubro já impactam a decisão de alugar ou comprar um imóvel no estado do RioFreepik
Eleições influenciam decisão de alugar ou comprar um imóvel no Rio
Pesquisa indica que 46% dos moradores já pensam em antecipar ou adiar a troca do lar
As eleições de outubro já estão influenciando o comportamento dos moradores do estado do Rio que pretendem alugar ou comprar um imóvel. No caso da locação, 46% estão pensando em antecipar ou adiar a decisão nos próximos 12 meses. E 38% afirmam ter a mesma opinião em relação à compra. Os dados são de pesquisa encomendada pela Loft e realizada pela Offerwise.
No universo de quem pretende alugar, 46% afirmam que vão manter seus planos mesmo com as eleições. Outros 23% dizem que irão antecipar a decisão e 23% devem adiar a troca. O estudo indica também que a antecipação é maior na faixa etária entre 25 e 34 anos, 40%, e na classe D/E, 50%. O adiamento é a escolha da maioria dos consumidores entre 45 e 54 anos, com 50%, e da classe C com 36%.
Já com relação à compra do imóvel, a maioria dos entrevistados do Rio confirma que seguirão com os planos: 50%, enquanto 25% pretendem antecipar a compra e 13% dizem que devem adiar a aquisição por causa do cenário político. Neste segmento, a intenção de antecipar é maior entre jovens de 18 e 24 anos, com 63%, e na classe A com 75%. E o adiamento é mais frequente entre os consumidores de 45 a 54 anos, representando 24%, e da classe B com 17%.
Quando o recorte é o prazo, 50% dos participantes que estão na jornada de locação pretendem fechar negócio no primeiro semestre. Na compra, esse percentual é de 41%. Para Ricardo Kauffman, diretor de Comunicação da Loft, apesar do impacto do calendário eleitoral, os dados sugerem que o evento atua como um fator de prudência das famílias brasileiras, especialmente em decisões de maior comprometimento financeiro, como a compra do imóvel. “Ao mesmo tempo, a intenção relevante de fechamento de negócios no primeiro semestre indica que parte do mercado busca se antecipar a eventuais mudanças no cenário econômico e político ao longo do ano", observa Kauffman.

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