Entre os que pretendem comprar um imóvel, 70% afirmaram que aceitariam viver em uma cidade menor, indica pesquisaFreepik
Cidades menores atraem quem procura imóvel, aponta pesquisa
Brasileiros estão priorizando mais qualidade de vida e já repensam morar nos grandes centros
Ter mais qualidade de vida é prioridade de quem busca um imóvel para morar ou alugar. É o que mostra a pesquisa Morar no Centro, feita pelo DataZAP, do Grupo OLX. De acordo com o estudo, 65% dos entrevistados aceitariam trocar um grande centro urbano por uma cidade menor em busca de mais bem-estar. A afirmação é ainda maior entre moradores fora das capitais, 70%, do que entre quem já vive nelas, 60%.
Essa disposição também varia conforme o perfil do consumidor. Entre os que pretendem comprar um imóvel, 70% afirmaram que aceitariam viver em uma cidade menor, percentual superior ao observado entre quem busca aluguel, com 63%. Apesar disso, a renda segue como um fator decisivo: quando questionados se mudariam para um local com mais qualidade de vida, mas com ganhos menores, 55% responderam que não fariam essa troca. A rejeição é mais expressiva entre mulheres, 58%, e baby boomers, os nascidos entre 1946 e 1964, com 66%.
Taiane Martins, gerente de Inteligência de Mercado do Grupo OLX, pontua que, nos últimos anos, as pessoas passaram a se preocupar mais com o bem-estar na moradia, estando a qualidade de vida relacionada à localização ou aos serviços disponíveis na habitação, que agregam e facilitam o dia a dia. “No estudo, observamos uma certa dicotomia na relação entre renda e qualidade de vida. Os millennials (nascidos entre 1982 e 1994), acabam se destacando nesse contexto, pois se mostram menos dispostos a abrir mão dos ganhos financeiros proporcionados pelos grandes centros urbanos”, comenta Taiane.
O levantamento indica ainda que, quando a pergunta envolve morar no centro de uma cidade diferente da atual, as opiniões se dividem: 49% aceitariam a mudança, com maior adesão entre moradores das regiões Norte, 62%, e Centro-Oeste, 61%. Infraestrutura e mobilidade aparecem como fatores determinantes para essa decisão, pois 74% consideraram a infraestrutura essencial, enquanto a mobilidade se destacou tanto pelo acesso ao transporte público, 66%, quanto pela possibilidade de deslocamento a pé, 70%. “Isso reforça o desejo das pessoas por uma cidade de curtas distâncias, o que impacta diretamente na percepção de qualidade de vida”, observa Taiane.
Amanhã, a coluna vai mostrar exemplos de projetos fora da cidade do Rio.

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