Ramon GidalteReprodução
Medo de calote toma conta da Educação em Casimiro e pressão aumenta sobre Ramon Gidalte
Funcionários seguem sem salário, terceirizada cobra repasse da Prefeitura e crise ganha força nos bastidores políticos
O atraso no pagamento dos profissionais da Educação ligados à empresa terceirizada AMX continua repercutindo nos bastidores de Casimiro de Abreu e já provoca um clima de insegurança entre os trabalhadores. Sem o salário na conta dentro do prazo, servidores relatam preocupação e medo de ficarem sem receber, enquanto o episódio amplia o desgaste político da gestão do prefeito Ramon Gidalte (PL).
A coluna conversou com funcionários da Educação, que confirmaram que o pagamento referente a este mês ainda não foi efetuado. Segundo eles, a incerteza sobre quando o dinheiro será depositado tem gerado apreensão, já que muitos dependem do salário para honrar compromissos básicos, como aluguel, contas e alimentação.
Procurada pela coluna, a AMX confirmou o atraso e afirmou que o problema ocorreu porque a Prefeitura ainda não teria realizado o repasse dos recursos necessários para o pagamento da folha. Apesar disso, a empresa garantiu que pretende assumir o compromisso com os trabalhadores.
Em nota, a terceirizada declarou: "A empresa AMX sabe de suas responsabilidades e não vai fugir dos compromissos, entretanto, diante da crise, precisamos que a prefeitura assuma também suas obrigações e faça o repasse dos recursos. Mas, independente da negligência do governo de Ramon Gidalte, sem dúvidas, nós vamos nos sacrificar para pagar os colaboradores do município o mais rápido possível."
Nos bastidores da política local, o caso vem sendo tratado como mais um fator de desgaste para a administração municipal. A avaliação é de que, enquanto Prefeitura e empresa discutem de quem é a responsabilidade pelo atraso, quem continua arcando com as consequências são os trabalhadores, que seguem aguardando o pagamento.
Empresários ouvidos pela coluna afirmaram, ainda, que atrasos em repasses não seriam episódios isolados na atual gestão, o que aumenta a preocupação de prestadores de serviço que mantêm contratos com o município.
A coluna também procurou a Prefeitura de Casimiro de Abreu para esclarecer a situação dos repasses à AMX e informar quando os salários serão regularizados. Até o fechamento desta edição, porém, o governo municipal ainda não havia se manifestado.

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