Por tabata.uchoa

Rio - Latas, fios, parafusos, pincéis, ferramentas e todos os tipos de objetos imagináveis se amontoam pela oficina de Roni, no alto de Itaipava. Nesse cenário caótico, onde a organização parece passar longe, o fotógrafo carioca Andreas Valentin descobriu que há ordem até na maior desordem, palavra que batiza sua exposição, em cartaz no Centro Cultural Correios a partir desta quarta-feira.

Umas das imagens que compõem a mostra fotográfica ‘Desordem’Divulgação

“Quando comecei a fazer fotos do lugar, percebi que, dentro dessa aparente confusão, havia uma lógica própria do dono dessa oficina”, comenta Andreas. “Ele sabe onde está tudo, mas, se você tentar achar algo, não vai conseguir”, diz o fotógrafo.

Os mais bagunceiros que o digam. E, neste ponto, Roni é mestre. Ele confessou a Valentin que, se alguém tentar arrumar sua oficina, nunca mais vai conseguir achar nada. “Olhando as fotos que fiz, entendi que ele segue uma lógica própria em sua ‘arrumação’”.

Foi daí que nasceu a ideia de ‘Desordem’, mostra que reúne 18 fotografias em grandes dimensões e um vídeo de dois minutos e meio com depoimentos em que Roni explica de onde surgiu sua caótica coleção de objetos. “Às vezes, umas coisas não me servem, mas servem para outras pessoas”, diz o dono da oficina.

“Colecionar é também coletar e ordenar”, diz Andreas Valentin. “Uma vez que a ordem pressupõe a desordem, busquei também ordenar as centenas de imagens coletadas ao longo de mais de dois anos”, conclui o fotógrafo.

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