Por daniela.lima

Rio - Mesmo sendo um dos compositores mais pop da MPB, até Djavan tem seu “lado B” — aquelas canções excelentes, mas menos lembradas de seu repertório. Foi com essas canções que a cantora jazzística Rosa Passos se deparou ao preparar o CD ‘Samba Dobrado’, no qual relê a obra do compositor alagoano, e que lança nesta sexta-feira e sábado no Teatro Rival Petrobras. 

Rosa Passos relembra lados-B de Djavan no RivalDivulgação


Entre músicas conhecidas como ‘Linha do Equador’, ‘Fato Consumado’ e ‘Pétala’, surgem raridades como ‘Pedro Brasil’, ‘Lei’, ‘Serrado’ e outras. “Tenho todos os discos do Djavan. É minha música para fazer faxina em casa”, brinca Rosa. “Minha filha Julianna adora a música dele, todos sempre ouviram lá em casa. Quando parti para a pesquisa, quase saiu um álbum duplo”.

Com carreira internacional solidificada e agenda de shows nos Estados Unidos, Europa e Japão em inúmeros festivais de jazz, a baiana Rosa procurou dar um tratamento mais próximo de sua realidade musical para Djavan. “Levei para o jazz sem perder a brasilidade e o suíngue. Consegui isso no disco ‘É Luxo Só’ (2011), que fiz em homenagem a Elizeth Cardoso, e no do Djavan”, afirma.

Ela teve o próprio artista, que é seu amigo, bastante presente no disco. “O convidei para fazer ‘Pétala’ comigo, que é a música em que toco sozinha ao violão. Djavan sempre esteve presente em minha obra, sempre gravei músicas dele. A sintonia que ele tem entre letra e música é especial, coisa de gênio”, diz Rosa, que passa pela terra do cantor, Maceió, para fazer um show do disco, em 20 de outubro. E o homenageou com a única canção inédita do álbum, ‘Doce Menestrel’, com música sua e letra de Fernando de OIiveira.

No show do Rival, Rosa, ao violão, canta acompanhada de Fábio Torres (piano), Lula Galvão (violão e arranjos), Paulo Paulelli (baixo acústico), Celso de Almeida (bateria), Ivan Sacerdote (clarinetes), Daniel D’Alcântara (trompete), Vinícius Dorin (sax) e Rodrigo Ursaia (flautas).

TEATRO RIVAL PETROBRAS. Rua Álvaro Alvim 33 a 37, Cinelândia (2240-4469). Sexta e sábado. R$ 60 (maiores de 65 anos e estudantes pagam meia). 16 anos.

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