Por marlos.mendes

Rio - Orçamento apertado, compras de Natal, falta de tempo. Muitos são os motivos que fazem as pessoas desistirem de ir ao teatro nesta época do ano. Pensando nesses fatores, o projeto ‘Teatro para Todos’, que começa amanhã no Rio, chega à 11ª edição e oferece ao público espetáculos a preços mais acessíveis a partir deste fim de semana, até o dia 22 de dezembro.

'Elis%2C A Musical'Divulgação

Cinquenta e duas produções participam da campanha, entre elas ‘Cazuza — Pro Dia Nascer Feliz’, ‘Elis, A Musical’, ‘Incêndios’ (com Marieta Severo), ‘Jim’ (com Eriberto Leão), ‘Sonhos de um Sedutor’ (com Luana Piovani), e ‘Galinha Pintadinha — Cadê Popó?’. Serão disponibilizados 73 mil ingressos de R$ 5 a R$ 35 (confira a lista de produções e preços no site www.teatroparatodos.com.br), vendidos nas estações do metrô (Carioca, Cinelândia, Siqueira Campos e Saens Peña), das 8h às 20h — excepcionalmente, nesta sexta a bilheteria funcionará de meio-dia às 20h.

“Inovamos no formato e colocamos pontos de vendas nas áreas livres do metrô, por ser um local de fácil acesso e de bastante movimento. Vale lembrar que teremos pontos de venda no Teatro Cacilda Becker (Largo do Machado), nos dias 2, 3 e 4 de dezembro, e no Imperator (Méier), nos dias 9, 10 e 11.

O lote de cada semana sempre começa a ser vendido na segunda-feira”, explica Cláudia Marques, coordenadora de produção do evento.
“Essa é uma campanha de popularização e o legal é que os maiores espetáculos que estão em cartaz fazem parte do programa. O ‘Teatro para Todos’ atinge o público que não consegue pagar por peças mais caras”, acrescenta Cláudia, que espera um público acima de 50 mil pessoas.

Wagner Cavalcante, protagonista do musical infantil ‘Galinha Pintadinha — Cadê Popó?’, festeja a inclusão de sua produção no projeto. “Teatro tem que ser para todos mesmo, não só para as classes mais favorecidas. Acho que, se as crianças de comunidades tivessem mais oportunidades como essa, os pensamentos seriam diferentes. Parece surreal, mas tem muito adulto que nunca pisou num teatro também. Essa é a chance de mudar isso!”, diz o ator.

Eriberto Leão, em cartaz com a produção ‘Jim’, acha importante levar conhecimento a pessoas de diferentes classes sociais. “A obra de Jim Morrison é absurdamente contemporânea. É importante que o público de todas as classes sociais e econômicas tenha acesso à música e à filosofia do Jim, que se revelou intensamente atual e conectada ao importante momento de despertar da nação brasileira.”

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