Rio - É difícil assistir a ‘12 Anos de Escravidão’. Não porque seja um filme ruim, muito pelo contrário — tanto que foi indicado ao Oscar em nove categorias. Mas dói ver tanto sofrimento e saber que o que está na tela realmente aconteceu. O diretor Steve McQueen baseou-se em uma história verídica para levar ao cinema os horrores da escravidão, tão bem interpretados pelo protagonista, Chiwetel Ejiofor.
Na trama, ele é Salomon Northup, um músico negro e livre que vive em paz com sua família, em Nova York. Em 1841, é sequestrado e vendido como escravo para trabalhar em uma plantação na região de Louisiana. Durante os 12 anos em que permanece por lá,precisa fingir ser analfabeto e um legítimo escravo para poder sobreviver.
Durante as 2h15 de filme, vemos uma série de desgraças e selvagerias. McQueen faz questão de não poupar o espectador. E talvez por isso tenha realizado um dos melhores filmes sobre o tema dos últimos tempos.
Mesmo diante de tanto horror, ‘12 Anos de Escravidão’ apresenta uma beleza plástica incrível. Belas cenas se fundem a diálogos duros e implacáveis. Um filme bom, mas difícil de digerir. Com certeza não é para pessoas de estômago fraco.






