Por daniela.lima

Rio - Em sua obra solo, a vocalista do grupo mineiro Pato Fu, Fernanda Takai, explicitou o gosto por canções melódicas, românticas, de moldura pop. O nono álbum de inéditas da banda — ‘Não pare pra pensar’, à venda a partir de amanhã no iTunes — reitera tal preferência. 

O grupo Pato Fu lança amanhã ‘Não pare pra pensar’%2C seu primeiro CD de músicas inéditas em sete anos%2C gravado com participação de RitchieReprodução site oficial do Pato Fu


Enquanto Takai dá voz a vários temas de amor e pegada pop, casos de ‘Eu era feliz’ (canção de coração partido) e ‘Um dia do seu sol’, o produtor do disco e guitarrista do quinteto, John Ulhoa, canta dois rocks do repertório inédito e autoral do 12º álbum do Pato Fu, ‘Ninguém mexe com o diabo’ (de tonalidade sombria) e ‘You have to outgrow rock’n’roll’. Casados, Takai e Ulhoa parecem dizer no CD que, se estão unidos na vida, estão cada vez mais separados na música.

Primeiro CD de músicas inéditas da banda desde ‘Daqui pro futuro’ (2007), ‘Não pare pra pensar’ é o primeiro disco do Pato Fu com o baterista Glauco. Egresso de outra banda mineira, Tianastácia, Glauco foi convidado a ocupar o lugar de Xande, que deixou o Pato Fu para cuidar de projetos pessoais.

Se existe de fato uma queda de braço musical entre o casal Takai e Ulhoa, a vitória é da mulher. Embora o disco abra com sons de guitarra, ouvidos na introdução da faixa ‘Cego para as cores’, ‘Não pare pra pensar’ é um disco mais de canções do que de rock. Está longe de ser o melhor álbum do Pato Fu, mas tem bons momentos. A canção ‘Sigo mesmo no escuro’, que versa sobre ruptura afetiva, é um deles.

A participação de Ritchie (cantor do hit ‘Menina veneno’) se harmoniza com o tom do CD, cuja faixa-título soa robótica. Ritchie dueta com Takai em ‘Pra qualquer bicho’, música que reitera o acento pop do álbum. Já a única regravação, ‘Mesmo que seja eu’, hit de Erasmo Carlos em 1982, destoa. Parece sobra do último disco solo de Takai...

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