Por tabata.uchoa

Rio - O mundo precisa de paz e amor. Só? Não. Ele precisa de mais empatia. E não sou inédita. Kurt Cobain disse isso um dia. Empatia é talvez a forma mais nobre de exercitar as forças do bem que existem em nós. É se colocar no lugar do outro. É ver um machucado no outro e conseguir sentir, mesmo que de longe, o que ele tá sentindo. É o frio na barriga que dá de ver o outro voando alto. É chorar pela emoção de alguém. É respeitar a dor que não é tua porque você sabe o que é sentir dor. É ter um ponto de vista, um time, um amor, mas entender que nem todo mundo pensa igual a você. Para mim, ser empático faz parte do pacote da pessoa do bem.

Empatia é talvez a forma mais nobre de exercitar as forças do bem que existem em nósAgência O Dia

E como ter paz e amor sem empatia? Só se ama o igual, paz só entre os que têm a mesma opinião e os mesmos problemas? Paz e amor sem empatia é ‘fake’. O mais curioso é que a cada exemplo de total falta de sensibilidade e empatia, eu fico estarrecida. Tenho me chocado a toda a hora, principalmente nas redes sociais, com esse circo de horrores. Não há nenhum sinal de humanidade nos posts que em muito passam do politicamente incorreto. A zoação não tem perdão. É ilimitada. Desde o defeito físico incorrigível a um tombo no palco. Dos sinais de envelhecimento aos que morrem, passando por obesos e hospitalizados.

A humanidade anda implacável. Nem tolerar o diferente consegue, que dirá se colocar no lugar do outro. A falta de empatia é arrogância. É se ver sem defeitos ou fraquezas, julgando-se super-humano, imortal e incapaz de passar por quaisquer dificuldades. E assim anda o mundo, sobretudo o digital, sem qualquer empatia. O homem das redes sociais perdeu o dom de ser humano, perdeu o bonde. Gente sem empatia é gente sem charme, dura, babaca. Vai ver foi sempre assim, Twitter e Facebook somente os libertou. Saíram do armário para serem quem são.

Como tudo tem joio e tem trigo, continuarei jogando minha rede nas redes para pescar pérolas e exceções a essa regra generalizada. Onde há Meryl Streep, por exemplo, há esperança: “A empatia é a capacidade de pensar e sentir a vida interior de outra pessoa como se fosse a sua própria. O grande dom dos seres humanos é o poder da empatia.”

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