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Início da noite no Rock In Rio com desconforto no Palco Sunset

Korn lota plateia e bandas pouco conhecidas no Brasil tentam se sobressair no Palco Mundo

Por bferreira

Rio - Vai do gosto de cada um decidir se o som cheio de clichês do Korn é bom ou não. Mas que a banda merecia o Palco Mundo, merecia. O grupo encerrou o Palco Sunset do Rock In Rio deste sábado com sucessos como 'Blind', 'Freak On A Leash' e 'Here To Stay' e expôs o pouco espaço destinado ao público que assiste às principais apresentações, com cerca de 15 mil pessoas em situação de desconforto - em meio a vários que pulavam e batiam cabelo ao som do grupo. Que ainda comemorava 20 anos do primeiro álbum, 'Korn'.

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Show do KornJoão Laet / Agência O Dia

Outro destaque do Palco Sunset foi a apresentação do grupo americano de heavy metal eletrônico Ministry, que teve como convidado Burton C Bell, frontman do grupo Fear Factory. Liderado pela figuraça Alain Jourgensen, um sujeito cheio de piercings e com a cabeça coberta por dreadlocks, o grupo esperou o convidado subir ao palco para focar nos sucessos dos anos 90, como 'N.W.O', 'Just One Fix', 'Thieves' e 'So What'. Na maior parte do tempo, tocaram músicas recentes, como 'Rio Grande Blood', 'Hail to His Majestic' e 'Lies Lies Lies', todas marcadas por críticas à política americana e às estações de televisão dos Estados Unidos.

Atrações ainda em ascensão no Brasil, Gojira e Royal Blood tentaram fazer por merecer. A primeira, uma banda francesa formada nos anos 90, demonstrou emoção (visível no rosto do vocalista Joe Duplantier) e orgulho por se apresentar no festival. Impressionaram pelos graves, pelo carisma e, para quem entendeu alguma coisa debaixo de toda barulheira, pelas letras que se referem a temas ecológicos. Com melodias um tanto repetitivas, ainda assim fizeram a felicidade dos fãs de som pesado.

Já Royal Blood, formado apenas por uma dupla de baixista e baterista, prometia impressionar e conseguiu. Deixou dúvidas sobre se tudo aquilo ali é realmente produzido ao vivo, mas impossível esconder o uso de efeitos no caso de um baixista-e-vocalista que soa como guitarrista em vários momentos. O vocalista Mike Kerr até fez piada e apresentou o baterista Ben Thatcher como "o resto da banda", e pediu aplausos.

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