Bivolt lança primeiro álbum da carreira e apresenta inovação audiovisual

Rapper de São Paulo mostra versatilidade em 14 faixas e músicas que podem ser ouvidas simultaneamente

Por Lucas França

Rapper paulista Bivolt lança primeiro álbum da carreira no primeiro semestre de 2020
Rapper paulista Bivolt lança primeiro álbum da carreira no primeiro semestre de 2020 -

Um lado calmo e outro intenso. É assim que o primeiro álbum da rapper Bivolt chega no mercado, com o nome da artista no título e 14 músicas feitas com o produtor Nave. A dupla voltagem do CD é a aposta da artista, cria da favela do Boqueirão, em São Paulo.

Desenvolver uma experiência sonora em duas camadas, segundo a MC, foi um processo único."Foi incrível começar algo do zero e ver isso tomar forma. Era uma procura por ritmos, escrevi tudo dentro do estúdio. Eu nunca consegui me prender a tema", conta a rapper.

Interatividade

Um dos destaques do álbum é a proposta de inovação audiovisual que ele traz. As faixas '110v' e '220v' foram criadas de forma que podem ser ouvidas separadas ou simultaneamente. A melodia leve de '110v' é complementada com as rimas fortes de '220v'. É como se Bivolt dividisse uma música com ela mesma.

A ideia também funciona com os clipes, que possuem planos parecidos e cenas quase idênticas. Mesmo assim, os filmes contam histórias diferentes e divergem na cor: '110v' tem tons de azul e '220v' de vermelho. Bivolt comenta como a ideia surgiu.

'A primeira coisa que eu fiz foi escrever uma letra que fizesse sentido sozinha. A segunda foi achar o instrumental perfeito, para que as músicas não se parecessem. Foi muito louco. Eu tenho minhas definições de 110v e 220v, deixei essa parte para a galera decidir com qual quer se identificar mais', explica.

Aprendizado

Ao apresentar esses dois lados de como pode ser artista, Bivolt mostra ao público características antigas que tem. As ruas e a Batalha do Santa Cruz, em São Paulo, que serviram como uma 'escola de rap', se uniram com estudos recentes de canto para criar um produto final que a satisfaz. Quando olha para o passado e para o presente, Bivolt consegue identificar cada etapa do processo de ser uma MC.

"Comecei rimando e fui descobrindo ao longo do tempo como eu amo cantar. Posso, por exemplo, fazer um rap e o refrão. Nas batalhas, quantas vezes eu acabei sendo a única mulher, tive que aprender a lidar. Quero ser ouvida por todos, ouçam as mulheres', diz Bivolt

 

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