Rio - Considerado o "último romântico do rap", Delacruz continua provando porque se consolidou como um dos nomes mais marcantes da nova geração da música brasileira. Recentemente, o artista de 28 anos lançou a faixa "Pensando Direito" em parceria com Péricles e a canção já atingiu 1 milhão de plays nas plataformas de streaming.
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O feat entre os dois artistas aconteceu de maneira espontânea, segundo Delacruz. "Dan Ferreira e Ederson Melão escreveram a primeira parte da música e postaram na internet. Todo mundo começou a me marcar dizendo que eu precisava entrar no projeto. Foi então que eu vi o vídeo e respondi demonstrando interesse", relembra o cantor, que é dono de sucessos como "Vício de Amor", "Cigana" e "Sunshine".
A partir daí, o artista assumiu a canção, criou uma nova roupagem, desenvolveu o arranjo com o músico JOK3R e acrescentou um trecho escrito por ele mesmo. Depois, decidiu ligar para Péricles, que aceitou o convite imediatamente. "Fomos para São Paulo gravar com o Péricles e depois mostramos um trecho da música em um show transmitido ao vivo em agosto do ano passado. A galera curtiu logo de cara!", conta.
A faixa, já apontada como novo hit, se soma a outras parcerias de peso que marcam a trajetória do cantor, entre elas, Iza, Ludmilla, Djonga e Filipe Ret. Delacruz também ganhou projeção nacional ao participar do projeto "Poesia Acústica". Neste ano, o artista promete entrar novamente em estúdio para produzir novas músicas, além de seguir com sua agenda de shows pelo país.
A turnê "Vinho", que passou por diversos estados e também pela Europa, está chegando ao fim, mas não sem novidades. "Tem o DVD do show já gravado, o lançamento com o Péricles e vamos voltar ao estúdio para criar música nova", adianta.
'Cria' de Vigário Geral vira referência para jovens
A ascensão de Delacruz vai além dos palcos. Aos 28 anos, o cantor se tornou inspiração para crianças e jovens da periferia. Nascido e criado em Vigário Geral, na Zona Norte do Rio, ele reconhece a responsabilidade que acompanha seu sucesso. "Eu estourei na música cedo, com 18 anos. Me faltava maturidade para entender essa ascensão social e financeira, algo que nem a gente, nem nossos pais ou avós têm dentro da favela", reflete.
Hoje, mais consciente do alcance de suas palavras, ele afirma redobrar a atenção com o que diz e representa. "Existe um peso nas palavras e nas atitudes. Então me policio. Falo muito sobre amor, sobre amar ao próximo. Não me envolvo em polêmicas, não levanto bandeira de ninguém além da minha. Acho que esses são os valores que procuro passar, que família é importante, que amizade verdadeira é importante, que amar o outro é importante".