Pâmela GermanoDuda Portella / Divulgação

Rio - Natural de Brasília, Pâmela Germano vai integrar o elenco de dois filmes, neste ano, depois de brilhar como Marina na série internacional "Homem em Chamas", disponível na Netflix. Na história, a personagem é filha da motorista Valeria Melo (Alice Braga), cuja família possui conexões com facções de uma favela no Brasil. Outros atores brasileiros que fazem parte da produção de sucesso do streaming são: Thomas Aquino, Rei Black, Billy Blanco Jr., Ravel Cabral, Iago Xavier e Jefferson Baptista.
No longa-metragem "As Dez Vantagens de Morrer Depois de Você", baseado no livro de Fernanda de Castro Lima, a artista dará vida à Lorena. "É uma garota convicta de si, destemida, malandra, impulsiva, irreverente. A personagem é cativante e com um humor que eu ainda não tinha experimentado. É um filme emocionante e bonito, fala dos processos de vida e morte, e das amizades que nos acompanham no meio disso. É emoção!", adianta.
Ela também estrela "O Mistério de Santa Dica", como dona Dica Dos Anjos, "figura histórica e misteriosa do Goiás". "Dica foi uma menina e uma mulher do século passado, e sua vida é cheia de mistérios milagrosos e episódios de liderança política. Chamavam-na de 'Antônio Conselheiro de Saias'. Circunscrita nesse contexto messiânico popular, ela é uma figura feminina que o Brasil pouco conhece, e estou ansiosa para que saibam quem foi. Uma honra enorme poder interpretá-la", celebra.
Quando o assunto é o sucesso de "Homem em Chamas", Pâmela recorda com carinho o papel na série e diz que a personagem lhe atraiu desde a fase de testes. Me lembro do teste que fiz, como achei estimulante a cena que teria de fazer e a personagem da Marina. Era uma cena em que o grupo precisava se livrar de uma emboscada, e Marina era a figura que refletia a perplexidade da situação, uma certa lucidez dentro da confusão, e uma teimosia engraçada e bonita da sua idade. E então, no desespero, ela trazia uma solução pitoresca para a cena do teste. Isso me interessou de cara. Já com o roteiro todo em mãos, gostei de como se trabalhavam as dinâmicas de ação junto a um ritmo de ironia, humor e surpresa".
Parceira de cena de Alice Braga, Germano também não poupa elogios à atriz. "É muito inteligente, e isso é visto no set e na tela. É impressionante. Nós duas conversamos muito sobre que tipo de vínculo essa mãe e essa filha teriam, e fomos construindo com muito aterramento e sensibilidade essa relação. É visível a praticidade dela com o ritmo de produções dessa magnitude, em outras línguas. É muito bonito poder aprender e testemunhar isso", comenta ela, que destaca a presença de outros atores nacionais na obra, estrelada por Yahya Abdul-Mateen II.
"É histórico. Um elenco brasileiro de peso numa produção dessa escala de Hollywood, que alcançou o TOP 1 na Netflix em muitos países. Foi uma experiência incrível e importante de se ver e viver com os próprios olhos. Aprendi muito e nos fez refletir sobre condições de trabalho, estruturas da indústria. Representa para mim uma abertura de mundos possíveis a se provocar, ocupar e valorizar o nosso cinema", diz Pâmela.
Com a trajetória profissional marcada por papéis intensos, a atriz revela se tem alguma personagem que gostaria de viver. "Há muitas ainda. Todas as interessantes, complexas, tortuosas, contraditórias, instigantes, cômicas. As vilãs, as boazinhas... Amo contar histórias em que interpreto personagens LGBT, dissidentes, histórias e perspectivas que tiveram pouco espaço para serem contadas e elaboradas enquanto estética, vivência e linguagem", conclui.