João Vitor Araújo assina desfile da Beija-Flor Érica Martin / Agência O Dia
Enredo: Rita Lee - A Padroeira da Liberdade
Presidente: Flávio Santos
Carnavalesco: Renato Lage
Diretor de Carnaval: Marcelo Plácido
Intérprete: Igor Vianna
Mestre de bateria: Dudu
Rainha de bateria: Fabíola de Andrade
1º casal de mestre-sala e porta-bandeira: Diogo Jesus e Bruna Santos
Comissão de frente: Marcelo Misailidis
"A Mocidade fará uma grande celebração à liberdade com muita alegria e irreverência, pontuando algumas facetas dessa artista icônica da nossa cultura pop através da sua obra musical e momentos marcantes da sua trajetória artística. Viva Rita Lee", celebra o carnavalesco Renato Lage.
O refrão do samba faz referência à canção "Erva Venenosa". A letra lembra, ainda, clássicos como "Ovelha Negra", "Agora Só Falta Você", "Mania de Você" e "Lança-perfume".
Roberto de Carvalho, viúvo de Rita, e a atriz Mel Lisboa, "encarnando" a homenageada, são algumas das presenças ilustres confirmadas no desfile.
Enredo: Bembé
Presidente: Almir Reis
Carnavalesco: João Vitor Araújo
Diretor de Carnaval: Marquinho Marinho
Intérpretes: Ninno do Milênio e Jessica Martin
Mestres de bateria: Plínio e Rodney
Rainha de bateria: Lorena Raíssa
1º casal de mestre-sala e porta-bandeira: Claudinho e Selminha Sorriso
Comissão de frente: Jorge Teixeira e Saulo Finelon
A Beija-Flor vai à Avenida para lutar pelo bicampeonato. O enredo "Bembé" mostra a história do Bembé do Mercado, celebração que acontece todos os anos, no dia 13 de maio, em Santo Amaro da Purificação. A festa começou em 1889, um ano após a Abolição da Escravatura, para marcar a ocupação do espaço público pela parte da população que estava segregada e comemorar a liberdade. O cortejo leva oferendas para Oxum, senhora das águas doces e da fertilidade, e para Iemanjá, rainha do mar.
"É uma história de coragem, celebração e pioneirismo liderada por João de Obá, em 1889, para agradecer a rainha das águas. É bem interessante, porque o agradecimento para a libertação não é para a princesa, mas sim para Iemanjá. O público pode esperar, como sempre, uma Beija-Flor grande, imponente e perfumada! Será um desfile de cores, textura, cheiros… Só não vou dizer de sabor, porque não posso levar comida de verdade. Será um desfile cheiroso, digamos assim”, destaca o carnavalesco João Vitor Araújo.
A celebração dura de seis a sete dias. Ainda de acordo com João Vitor, cada setor contará um dia de festa do Bembé.
"Um 'spoiler' para vocês: a gente começa com as águas e encerra com as águas. Como destaque, aposto no 'pede passagem'. Embora não seja considerada uma alegoria, é um carro cheio de recursos pirotécnicos. Também a alegoria 6, o carro do Mercado, porque quem já esteve em Santo Amaro vai se identificar rapidamente com a alegoria. São vários pontos altos no nosso desfile. O carro 3 vai chamar atenção pelo colorido e pelos movimentos", adianta.
Enredo: Pra Cima, Ciça!
Presidente: Hélio Nunes
Carnavalesco: Tarcísio Zanon
Diretores de Carnaval: Alex Fab e Dudu Falcão
Intérprete: Wander Pires
Mestre de bateria: Ciça
Rainha de bateria: Juliana Paes
1º casal de mestre-sala e porta-bandeira: Julinho Nascimento e Rute Alves
Comissão de frente: Rodrigo Negri e Priscilla Mota
Aos 70 anos, Ciça será o primeiro mestre de bateria a desfilar como enredo de uma escola de samba. Após ser passista e ritmista, ele estreou no cargo de liderança na década de 1980, na Estácio de Sá, fase que será retratada no início do desfile. A apresentação também fará referências a alcunhas do sambista, como "rei dos naipes" e "caveira". Inovações das baterias comandadas por Ciça em mais de 50 anos de carreira também serão abordadas.
"A gente está falando do mestre dos mestres. E quando a gente fala do mestre dos mestres, a gente está falando do maestro de uma orquestra ambulante, de um professor, de um líder, que forma muitos ritmistas. O Ciça está há 55 anos em atividade, trinta e poucos como mestre de bateria, então ele é uma grande liderança. E para isso ele construiu com carisma, com criatividade, e ousadia. Esses afetos estarão representados nos mestres que ele formou", explica o carnavalesco Tarcísio Zanon.
Além da longa carreira ligada ao samba, a Viradouro mostrará aspectos da vida pessoal do homenageado, como a religiosidade e o Vasco da Gama, seu time de coração. Ainda assim, o Flamengo também fará parte do desfile, uma vez que Ciça comandou a bateria da Estácio no centenário do Rubro-Negro, em 1995.
Zanon ressalta, também, que pessoas significativas na vida do mestre participarão da apresentação, entre elas Juliana Paes, que volta a ser rainha de bateria após 17 anos.
Unidos da Tijuca
Enredo: Carolina Maria de Jesus
Presidente: Fernando Horta
Carnavalesco: Edson Pereira
Diretores de Carnaval: Fernando Costa e Elisa Fernandes
Intérprete: Marquinhos Art’Samba
Mestre de bateria: Casagrande
Rainha de bateria: Milieide Mihaile
1º casal de mestre-sala e porta-bandeira: Matheus Miranda e Lucinha Nobre
Comissão de frente: Bruna Lopes e Ariadne Lax
A Unidos da Tijuca encerra a noite exaltando a trajetória de Carolina Maria de Jesus. A escola pretende exaltar as obras e o legado da escritora, indo além das dificuldades pelas quais ela passou.
O desfile foi dividido em cinco capítulos. A Tijuca mostrará a infância da autora, cercada pela mãe, tias e madrinhas, além do avô Benedito, em Minas. Em seguida, virão momentos marcantes da vida da escritora, como a ida para São Paulo após ter sido presa e torturada em Sacramento, sua cidade natal, por ler um dicionário. Por fim, a agremiação exaltará a homenageada como símbolo de resistência e cultura.






























Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.