Estação Primeira de Mangueira desfila na SapucaíFoto: Luiza Monteiro / Riotur

Rio - A Mangueira fechou o primeiro dia de desfiles do Grupo Especial em grande estilo e incendiou o Sambódromo na madrugada desta segunda-feira (16). Com o enredo “Mestre Sacaca do encanto Tucuju - O guardião da Amazônia Negra”, a escola fez uma bonita homenagem ao curandeiro amapaense e defensor dos povos da floresta.
A apresentação ainda celebrou a identidade do povo Tucuju, indígenas originários da foz do Rio Oiapoque, e a cultura afro-indígena. Mestre Sacaca também ficou marcado pela sua relação com o Carnaval do Amapá, sendo Rei Momo por mais de 20 anos.
A comissão de frente trouxe um interessante efeito visual com componentes que controlavam marionetes de onças, além de uma grandiosa “árvore-mãe”. A bateria ‘Tem Que Respeitar Meu Tamborim’ comandada pelos mestres Taranta Neto e Rodrigo Explosão, acompanhando o intérprete Dowglas Diniz, manteve a animação nas arquibancadas durante a celebração. Alguns dos integrantes tocaram o instrumento amapaense caixa de marabaixo e as paradinhas destacaram o canto forte na Avenida.
A rainha Evelyn Bastos, por sua vez, desfilou com um figurino que remetia à fumaça do feitiço e o ‘Casal Furacão’, formado pelo mestre-sala Matheus Olivério e a porta-bandeira Cyntia Santos, mostraram a forte sintonia.
Além da cultura afro-indígena e do mestre Sacaca, as fantasias da Verde e Rosa fizeram referências a elementos da fauna e flora da Amazônia Negra. Coloridas, as cinco alegorias também reverenciaram o legado deixado pelo curandeiro. O primeiro carro alegórico teve problemas logo após sair da Avenida, causando apreensão na escola em relação à saída da segunda alegoria.
A situação foi resolvida com ajuda de dezenas de empurrados, que conseguiram retirar a alegoria da Praça da Apoteose, e não houve prejuízo para a escola, que encerrou após 79 minutos. Componentes relataram que havia óleo na Marquês de Sapucaí, que pode ter sido derramado durante o problema.
A família do Mestre Sacaca chegou ao Sambódromo no último carro da escola, incluindo a viúva Madalena Sacaca, aos 93 anos, que viajou do Macapá ao Rio de Janeiro para acompanhar a apresentação. Sorridente, ela acenou e cantou durante toda a apresentação. A alegoria carregou uma bonita representação do homenageado, encerrando o desfile em grande estilo.