Desfile do Grupo Especial Carnaval 2026 - Desfile da G.R.E.S Portela, na Avenida Marquês de Sapucaí, no Centro do Rio de Janeiro, neste domingo (15). Foto: Carlos Elias/Agência O DiaCarlos Elias/Agência O Dia

Rio - A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) notificou, nesta segunda-feira (16), a Portela e a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) sobre o voo de drone tripulado na comissão de frente da agremiação. A Anac pediu que a escola informe o modelo do equipamento utilizado, número de série, comprovação de registro do equipamento junto à Anac, dados do piloto remoto da aeronave. A Portela tem até dez dias para encaminhar os dados à Agência.
Um bailarino da comissão de frente da Azul e Branca de Oswaldo Cruz e Madureira foi elevado no desfile na Marquês de Sapucaí, que aconteceu na madrugada desta segunda. Em nota, a Anac alertou que "o equipamento não foi desenvolvido para essa finalidade e pode causar acidentes, inclusive, fatais".
"A norma (RBAC-E nº 94) define, além da proibição do transporte de pessoas, que o operador de drones precisa respeitar uma distância mínima de 30 metros horizontais e o piloto não pode, em hipótese alguma, colocar vidas em risco. O limite de 30 metros não precisa ser observado caso haja barreira mecânica suficientemente forte para isolar e proteger as pessoas não envolvidas na eventualidade de um acidente. Entretanto, não foi o que se viu na Marquês de Sapucaí", explicou.
Na performance, ele ficou cerca de 40 segundos sobrevoando o tripé e os dançarinos. O artista representou a "libertação do negrinho pastoreio", no enredo "O mistério do príncipe do Bará — a oração do Negrinho e a ressurreição de sua coroa sob o céu aberto do Rio Grande".
A Liesa afirmou que, até o momento, não recebeu notificação sobre o tema. A reportagem procurou a Portela para mais detalhes, mas ainda não obteve resposta. O espaço está aberto para manifestações.