Mangueira define Iansã, também conhecida como Oyá, como enredo para 2027Reprodução de vídeo / Instagram
O enredo será desenvolvido pelo carnavalesco Sidnei França, em seu terceiro Carnaval na Mangueira, em parceria com os enredistas Felipe Tinoco e Sthefanye Paz. "Celebrar Oyá no próximo cortejo mangueirense é a oportunidade de fazer história em verde e rosa na Sapucaí, enaltecendo a identidade negra que o samba herdou do matriarcado nos terreiros de axé. Evocar esta energia feminina, quente e avassaladora, é propor um Brasil tal qual se experimenta no Morro da Mangueira: diverso, potente e transformador", disse Sidnei.
O projeto também destaca a herança dos povos africanos e a forma como Oyá é cultuada no Brasil, especialmente dentro das tradições do Candomblé. Dona de múltiplos oris, a divindade governa e protege milhares de filhos e filhas, incluindo a própria nação mangueirense, que a reverencia como força ancestral e guia espiritual.
O título surge como uma saudação carregada de afeto e devoção, ecoando a proteção da orixá e reafirmando sua presença no cotidiano da comunidade. "É um enredo que nasce da nossa fé, aliás é mais que um enredo, é um clamor do mangueirense, é sobre o respeito às nossas raízes e da valorização da cultura afro-brasileira", afirmou a presidenta da escola, Guanayra Firmino.
Pela primeira vez em sua história, a Mangueira apresentará um enredo integralmente dedicado a um orixá. A proposta reforça o compromisso da escola com a valorização das matrizes africanas e com a celebração da cultura afro-brasileira na Marquês de Sapucaí.

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