Fernanda Valença lamenta prisão de Oruam Reprodução Instagram
Noiva de Oruam expõe opinião de Marcinho VP sobre prisão do filho
Fernanda Valença dá detalhes da ação da polícia e lamenta: 'O que desejam é desestabilizar o Mauro de forma que ele reaja da maneira que criticam'
Rio - Fernanda Valença, noiva de Oruam, voltou a usar as redes sociais, nesta quarta-feira (23), para falar sobre a prisão do rapper, e contou o que o pai dele, Marcinho VP - preso em 1996, por ser o chefão do tráfico no Morro do Alemão - acha da situação. De acordo com a influenciadora, o sogro "não se alegra" com o indiciamento do artista por tráfico de drogas, associação ao tráfico, dano ao patrimônio público, desacato, lesão corporal, ameaça e resistência qualificada.
"Contrariamente ao que muitos pensam, meu sogro não se alegra com nenhuma dessas notícias. Ele e minha sogra lutaram incansavelmente ao longo de suas vidas para que seus filhos mudassem o destino da família. No entanto, isso nunca impediu os tormentos psicológicos constantes que eles enfrentaram ao longo do tempo", escreveu ela num trecho da publicação feita no Instagram.
No comunicado, Fernanda deu detalhes da abordagem policial e disse que Oruam teve uma arma apontada para a cabeça dele, assim como ela. "A polícia entrou de maneira equivocada em nossa casa. Antes mesmo de adentrar o imóvel, apontaram uma arma na cabeça do Mauro, o que causou grande desespero, levando-o a tomar atitudes que, infelizmente, alimentaram ainda mais o cenário de violência", relatou.
"Um dos momentos mais chocantes ocorreu quando apontaram um fuzil para minha cachorra, que estava latindo, e entraram em quartos sem a minha autorização ou qualquer acompanhamento. Somente após perceber que havia um oficial dentro do meu quarto, comecei a acompanhar a situação. Ao tentar entender o que estava acontecendo, coloquei a cabeça para fora da janela e, para minha surpresa, um fuzil foi apontado para mim. Agiram como se houvesse pessoas armadas em nossa residência, circulando por todos os cômodos e apontando fuzis de forma intimidadora", continuou.
A influenciadora destacou que havia uma grande pressão psicológica na ocasião. "Ademais, minha amiga, que acompanhava a ação no mato da propriedade, relatou ter ouvido uma ordem clara: "Se o mato se mover, atirem". A pressão psicológica era tão grande que chegamos a questionar nossa segurança e integridade. A forma como alguns dos policiais se comportaram foi completamente invasiva; não havia qualquer consideração pela dignidade de quem estava ali, apenas um comportamento agressivo e intimidatório. O desrespeito das autoridades foi evidente, e não há palavras que possam realmente expressar o quanto essa experiência nos abalou", disse ela, que deixou claro que outras autoridades "demonstraram uma postura profissional, cientes da gravidade da situação e do impacto de suas ações".
Por fim, Fernanda lamentou: "A todo custo perseguem, ameaçam, fazem piadas, e adotam uma postura agressiva até conseguirem o que desejam, que é desestabilizar o Mauro de forma que ele reaja exatamente da maneira que sempre criticam ou apontam. Tudo ocorreu por volta das 23h40 de segunda-feira e só terminou às 1h30 da madrugada de terça-feira. Apesar de tudo o que vivenciamos, nossa esperança é de que essa situação seja resolvida da melhor forma possível, com a verdade sendo exposta e a justiça sendo feita".
Entenda
Oruam está preso na Penitenciária Dr. Serrano Neves, no Complexo de Gericinó, em Bangu, onde passou a noite em uma cela individual, separado dos demais internos. Alvo de um mandado de prisão preventiva, o cantor se entregou à polícia no início da noite de terça (22).
Segundo a Polícia Civil, o rapper atacou agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) e tentou impedir o cumprimento de um mandado de busca e apreensão contra um adolescente em sua residência de luxo no Joá, na Zona Oeste, na noite de segunda-feira (21).
Logo após a confusão, Oruam anunciou que buscou abrigo no Complexo da Penha, na Zona Norte, e ainda desafiou os agentes. Nesta quarta (23), o rapper passou por audiência de custódia em Benfica, na Zona Norte, e teve a prisão mantida.

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