Rio - José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, mais conhecido como Boni, revelou anas redes sociais, nesta sexta-feira (26), o porquê proibiu roupas e acessórios chamativos em programas jornalísticos da TV Globo. O ex-executivo da emissora contou que a regra - criada em 1993 - tem o objetivo de não "desviar a atenção da notícia".
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"É uma coisa antiga, desde o teatro. Se um ator, por exemplo, está fazendo uma cena medieval e tem uma espada dele raspando no chão, ninguém mais vai prestar atenção no texto. Vai passar o tempo todo olhando para a espada do cara que esbarra no chão", iniciou ele.
"Nós chamamos isso tecnicamente de 'vampiro'. Eu não quero que as pessoas fiquem prestando atenção em brincos, em estampas, em coisas desse tipo. Além de sujar a imagem, desviam a atenção da notícia. O importante não é quem apresenta a notícia, não é a roupa que ele veste, o importante é a notícia, essa que tem que ser preservada. Portanto, a notícia dispensa artefatos decorativos", concluiu Boni.
No início do vídeo, foi mostrado um trecho do documento que dizia: "Trajes e adereços usados por nossos repórteres e apresentadores de notícias: é proibido o uso de ternos, blusas, camisas e vestidos com padronagens estampadas ou listradas. É também terminantemente proibido o uso de gravatas e lenços com listras ou padrões. Brincos, anéis e outros tipos de joias e bijuterias devem ser obrigatoriamente discretos, no que se refere ao tamanho, cor, forma, não podendo refletir luz. Não mais toleraremos qualquer descuido referente a esse assunto".
Boni começou a trabalhar na TV Globo em 1967 e foi demitido em 1997. No entanto, permaneceu como consultor na emissora até 2001.
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