Erika Januza reencontra a Viradouro após deixar posto de rainha de bateria Divulgação/Felipe Costa
De volta à Viradouro, Erika Januza desfilará em carro que representará as vitórias de Mestre Ciça
Atriz fala sobre o carnaval deste ano, novos projetos na atuação e namoro com Arlindinho; confira
Rio - Após se despedir do posto de rainha da bateria da Viradouro em 2025, Erika Januza retorna à Marquês de Sapucaí em um novo lugar, mas com a mesma conexão que marcou seu reinado. Neste Carnaval, a atriz participa do desfile, que acontece na próxima segunda-feira (16), em homenagem ao Mestre Ciça, figura importante da escola de samba, que completa 70 anos de vida e 55 de avenida em 2026.
Sem entregar muitos detalhes, Erika adianta o lugar em que ocupará no desfile. "Eu vou vir em um carro que vai representar as vitórias que Ciça já teve junto com a Viradouro, né? Então, deixa no ar isso aí. Eu participei de uma delas (em 2024) e vamos ver qual conexão isso vai ter", revela.
O convite para desfilar pela agremiação de Niterói veio do carnavalesco Tarcisio Zanon. "Ele me ligou e disse que tinha um lugar e que a presidência gostaria muito de contar comigo. Eu estava morrendo de saudade porque não participava dos ensaios, estava longe do Carnaval e pensando como seria já que eu amo tanto e sempre fiz parte. Fazer uma homenagem ao Ciça também é homenagear um pedaço da minha história. Já que fui rainha de bateria por quatro anos e estive ali ao lado dele", afirma.
Sobre o enredo "Pra Cima, Ciça", a atriz destaca a importância de homenagear o mestre de bateria. "A letra do samba diz uma coisa muito bonita: 'Não esperamos a saudade pra cantar', porque geralmente as homenagens acontecem quando a pessoa não está mais aqui para ver. É interessante porque ele vai estar regendo a bateria enquanto ele é o próprio enredo. Acho que é algo que eu nunca vi acontecer".
Streaming
Erika está no elenco de "Dona Beja", nova produção da HBO Max, como Candinha. A personagem sofre punições por ocupar um lugar que lhe é imposto na trama ambientada no século XIX, refletindo estruturas que ainda ecoam na sociedade moderna. "Contar histórias, que de alguma forma faz as pessoas pensarem a respeito de como as mulheres são tratadas, sempre me agradam e me atraem. E a Candinha já começa num primeiro momento muito forte sendo arrastado em praça pública. Uma cena que foi muito forte de fazer e assistir", relata.
Apesar do sofrimento, a atriz ressalta a força que sustenta a personagem ao longo da trama. "Acho que sou essa mulher que já passou por muitas coisas, mas que não perde a esperança, os 'nãos' não me derrubam e o desejo de amar não sai da minha vida. Eu tenho um pouco de Candinha nesse lugar de ressignificar as dores da vida, acho que como toda mulher preta com as suas solidões tem que aprender a ressignificar para não viver amargurada."
A relação de Candinha e Antônio surge como uma possibilidade de afeto, mas também expões camadas de exclusão. "Naquele contexto, a Beja é o grande amor de Antônio. Ela está naquela situação de ser mulher da vida, mesmo indo parar naquele lugar injustamente,. Ela é menos opção ainda por ser uma mulher da vida e negra. Tudo isso já depõe contra a situação toda e dificilmente ela será escolhida. Mais uma vez a mulher negra sendo preterida. Essa história diz muito sobre isso", avalia.
TV Aberta
A artista também se prepara para estrear em "A Nobreza do Amor", substituta de "Etâ Mundo Melhor!" na faixa das 18h da TV Globo. Com previsão de estreia para março, a novela conta a história da princesa Alika (Duda Santos), que foge do reino africano de Batanga para o Nordeste com a mãe, Niara, vivida por Erika.
"É a primeira vez que a gente vê na TV uma obra como essa. Tenho dito que a gente está fazendo história contando uma história com essa representatividade, não banalizando essa palavra, porque as pessoas vão poder ver a representatividade no figurino, nas falas, no comportamento, nos atores, na figuração...é realmente ser respeitoso com a história do povo preto que sempre foi taxado somente de bandido ou escravizado", reflete.
O impacto da proposta foi tão intenso que a mobilização existia antes mesmo da atriz integrar o elenco do folhetim. "Eu me lembro de falar com a Duca [Rachid], umas das autora das novela, mandar uma mensagem para ela assim: 'Olha, ainda que eu não faça parte dessa novela, eu irei prestigiar, eu irei assistir', porque a gente lutou querendo viver isso, se ver na televisão sendo representado de verdade".
A força das personagens obrigadas a se afastarem de suas origens será um dos destaques da trama. "É uma relação de muita amizade, não é de a mãe mandar e a filha obedecer. Ela é uma mãe amiga e a filha pode compartilhar o que sente. E representar uma rainha africana, eu acho que é tudo que a gente sonhou porque sempre falamos que somos herdeiros de reis e rainhas africanas. Ligar a TV e ver isso é tudo que a gente esperou tanto", celebra.
Apaixonada
Na vida pessoal, Erika vive um momento de plenitude. Ela assumiu no fim do ano passado o namoro com o cantor Arlindinho. "Estou vivendo um amor lindo mesmo. Eu sou uma romântica, gosto de me entregar, de cuidar, ser cuidada e estou sendo muito bem cuidada. Ele é cara que admiro muito, com uma carreira maravilhosa, admiro vê-lo cantando, enfim, vocês podem ver que eu sou uma namorada babona", brinca.
A atriz comenta o desejo de preservar o relacionamento e o carinho que o casal recebe do público. "Estou muito feliz e pedindo a Deus, aos orixás e ao universo que conserve nosso amor e felicidade. Muita gente fala: 'Ai, esse amor está me inspirando, esse amor está tão bonito'. E o amor é isso..que seja realmente inspiração porque a gente precisa de coisas boas nessa vida. E o nosso amor não é só na internet não, o nosso amor é real", diz.







