Tati Quebra Barraco expõe disputa por direitos autoriais com Dennis, Marlboro e mais DJsReprodução de vídeo / Instagram
"Beleza, já passou. Não recebo, vou correr atrás dos meus direitos. Da Furacão, fui para a Pipos. Foi uma relação de amor à primeira vista. A Pipos se tornou uma família para mim. 'Bota na boca, bota na cara' e "Cachorra Chapa Quente" também é de minha autoria".
"E a 'Bota na boca, bota na cara', que hoje eu ganhei os créditos da música 'São Paulo', tem vários DJs envolvidos. Mais de sete DJs numa música de minha autoria. Sendo que tem um desses, o DJ Cabide, que está pronto para estar do meu lado, para ir depor comigo ou ser minha testemunha", falou ela, mencionando a canção em que The Weeknd e Anitta gravaram com um trecho da letra.
"Eu venho sendo massacrada desde sempre, até porque eu era ingênua. [...] Washington, DJ da Dragão Bolado, é um desses que recebe a minha música. Inclusive, fui notificada pelo DJ Marlboro, porque ele tinha editado a minha música há uns 5 anos, uma música que tem 22 anos. É massacre atrás de massacre"
"Não posso fazer publicidade porque o DJ Malboro não libera. Hoje, inclusive, ele fez uma IA de um clipe que não foi autorizado por mim. Os direitos da música dele, tudo bem. Mas a minha voz e rosto ele não pode divulgar", disse Tati, que em seguida, complementou:
Tati falou que decidiu se pronunciar após ser detonada num podcast. A MC compartilhou registro do momento, tampando o rosto da pessoa com um 'emoji' de vômito. "O CD da Tati Quebra Barraco foi escolhido como o CD número 19 de música eletrônica no mundo todo. Ela está achando que foi por causa dela, mas não. Foi por causa do DJ Batata e Renato Bruno. [...] Em nenhum momento ela teve a coragem e capacidade de agradecer os caras. [...] A pessoa não tem humildade", falou o homem, na ocasião.
"Na época você tinha 17 anos e eu também. Eu era tão lesado quanto você naquela fase. Eu nem sabia o que era direito autoral. E quero falar aqui publicamente o mesmo que já falei para o Marlboro quando ele me procurou uns 3 ou 4 anos atrás sobre essa história de ter uma música sua no meu nome. Se eu recebi alguma coisa relacionada a essa música, eu vou te devolver".
"Naquele tempo eu era menor de idade e nem podia assinar nada. Depois, quando eu já estava com uns 20 anos, juntaram um monte de músicas que eu tinha produzido na Furacão 2000 e acabaram colocando a sua no meio de forma errada. Tanto que, na outra produtora que você foi trabalhar depois, aconteceu algo parecido também".
"Da minha parte, nunca teve maldade e nem intenção de pegar para mim o que era seu. Era tudo muito bagunçado naquela época. Tinha muito isso de colocarem nome de DJ e produtor nas músicas, e muita coisa foi registrada de forma errada. Uma coisa é produção, outra coisa é autoria", continuou.
"Como eu já tinha assinado um documento para o Marlboro anos atrás dizendo que essa música não era minha, achei que isso já estava resolvido. Mas quero reforçar que estou do seu lado e quero ajudar a consertar isso da melhor forma".
"Só quero ser sincero numa coisa: se entrou algum valor para mim, deve ter sido só de execução pública, tipo Ecad. Sobre CD, DVD ou digital, eu nunca recebi nada, então nisso eu realmente não vou conseguir te ajudar. Me liga pra gente trocar uma ideia com calma. Estou aqui para somar. Beijo", concluiu o DJ.
"Eu amo a Tati, tenho admiração e respeito pelo seu trabalho. Continuarei assim enquanto entender que ela está atualmente desorientada e mau informada sobre seus direitos. Quando ela cita alguns nomes e poupa outros, todas as suas reclamações recaem sobre os citados, como se esses fossem os culpados de tudo, penso que, se tem mais reclamações do que nomes, ou fala de todos ou não fala de nenhum".
O DJ detalhou alguns trabalhos durante a produção musical. "Uma música, um álbum ou uma carreira não é feita só por uma pessoa, nenhum artista faz sucesso sozinho, ele depende de muitas pessoas até chegar ao grande público. Quem investiu para tocar nas rádios? Quem pagou programadores ou tecladistas? Quem pagou as horas de estúdio? Quem fez a divulgação? Quem acreditou e se disponibilizou de fazer todos esses investimentos? O artista começando conseguiria fazer tudo isso sozinho?".
"Então, todo projeto tem vários sócios e participantes, e cada um com suas obrigações e devoções. Não seria justo que as obrigações recaísse somente psra um lado, todos investem de alguma forma e entregam parte das suas vidas ao projeto. Quando dá certo ótimo, todos devem lucrar. Se der errado, todos perdem tempo e alguns perdem tempo e dinheiro, pois são os financiadores que acreditaram".
"Qual o valor de uma gravadora ou uma editora? É o valor das obras que ela investiu e do sucesso alcançado por essas obras, quando uma editora perde seus contratos ou podem ser anulados por um juiz? Quando o contrato não é cumprido, quando ele não honra com os pagamentos vigentes em contratos".
"Tati não cita os nomes de que se aproveitou da sua 'ingenuidade' quando ela começou com 17 anos, atribui aos nomes citados toda responsabilidade do seu depoimento, mas não cita que eu lancei o álbum dela em 2004 quando ela já tinha 24 anos", escreveu o DJ.



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