Buchecha se manifesta após denúncia de Tati Quebra BarracoReprodução Instagram
Em um vídeo publicado nas redes sociais, Buchecha afirmou que a discussão sobre direitos autorais no funk é antiga e disse que outros artistas também já enfrentaram situações semelhantes. Segundo ele, a denúncia feita por Tati expõe um problema que existe há anos no segmento.
“Eu também já fui vítima dessas editoras do funk”, afirmou o cantor, acrescentando que muitos artistas não recebem relatórios financeiros ou repasses referentes às obras que ajudaram a criar.
Buchecha disse ainda que, no modelo ideal, os artistas deveriam receber cerca de 70% dos direitos das músicas, enquanto as editoras ficariam com 30%. Ele criticou a falta de transparência em contratos e relatórios e afirmou que já precisou recorrer à Justiça para conseguir receber valores relacionados às suas obras.
O cantor também declarou apoio à funkeira. “Tati Quebra Barraco, você mexeu nessa água. Essa situação precisava vir à tona”, disse. Veja:
A família do funkeiro Mr. Catra também divulgou um comunicado público nas redes sociais manifestando solidariedade à artista. Os herdeiros afirmaram que enfrentam uma situação semelhante em relação às obras do cantor, que morreu em 2018.
Segundo a família, o artista não teria recebido prestações de contas em vida e, após sua morte, os herdeiros também não teriam recebido repasses financeiros ou relatórios de empresas ligadas à exploração das músicas.
No comunicado, eles citam as empresas Link Record, Furacão 2000, Warner Music e Galerão Record e afirmam que tentativas de negociação não tiveram retorno satisfatório.
“Isso configura uma grave violação dos direitos autorais e uma injustiça contra a memória e a obra do nosso pai”, diz o texto divulgado pela família, que também declarou apoio à luta de Tati Quebra Barraco por mais transparência no setor. Veja:
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