Giovanna ChavesReprodução / Instagram
Giovanna Chaves vive romance em 'O Velho Fusca': 'Lembra meu primeiro amor'
Com Tonico Pereira, Cléo Pires e Danton Mello no elenco, atriz detalha a construção da personagem e revela bastidores das gravações
Rio - Conhecida do grande público desde os tempos de "Cúmplices de um Resgate" (2015), do SBT, a paulista Giovanna Chaves dá um novo passo na carreira ao integrar o elenco do longa "O Velho Fusca", em cartaz nos cinemas. Aos 24 anos, a atriz vive Laila, personagem que começa ancorada em um estereótipo clássico das comédias românticas, mas revela novas camadas ao longo da narrativa.
Na trama, Laila surge como a jovem bonita e aparentemente inacessível. Ao longo da história, no entanto, ela tenta romper com esse rótulo. "A vida inteira ela escuta que é ‘a menina bonita’, é chamada de princesa, colocada nesse lugar de fragilidade. Ao longo do filme, tenta mostrar que é mais do que isso, e que ser sensível não é um problema", explica a artista.
A história acompanha Júnior (Caio Manhente), um jovem que vê em um Fusca abandonado na garagem do avô (Tonico Pereira) a chance de transformar a própria vida. Dirigido por Emiliano Ruschel e ambientado no Rio de Janeiro, o longa usa o carro como ponto de partida para a reconstrução de uma família marcada por conflitos do passado, núcleo que também conta com os pais do rapaz, vividos por Cléo Pires e Danton Mello. Nesse cenário, o avô representa uma geração endurecida, em contraste com a sensibilidade e os anseios do neto.
É nesse contexto que Laila e Júnior se aproximam. A relação entre os dois se constrói de forma gradual, marcada por descobertas e afinidades. "Ela também está nesse processo de descoberta. Apesar de ser diferente do Júnior, os dois se encontram nessa busca por entender quem são no mundo", analisa Giovanna.
Para ela, esse vínculo carrega a essência do primeiro amor. "O filme fala desse sentimento mais puro, sem maldade. Às vezes, tudo começa em uma conversa simples", afirma. A identificação com a personagem aparece de forma natural. "Eu me vejo nela nesse jeito de me abrir aos poucos. Essa conexão com o Júnior me lembrou muito meu primeiro amor, algo que vai sendo construído com o tempo. É delicado, bonito".
A parceria com Caio Manhente também contribuiu para a naturalidade das cenas. Sem convivência prévia, os dois levaram o próprio processo de aproximação para a tela. "A gente não se conhecia, e isso acabou ajudando. Em cena, também estávamos nos descobrindo, quebrando o gelo. No final, viramos amigos.
Nos bastidores, a atriz enfrentou desafios, especialmente nas cenas que exigiram preparo físico. "Tive aulas de defesa pessoal e luta, e confesso que não tenho muita habilidade com esportes... O desafio foi aprender e fazer isso funcionar em cena. No fim, acabei gostando tanto que levei o boxe para a minha vida".
Com uma trajetória ligada a produções voltadas ao público jovem, Giovanna avalia que o novo projeto amplia esse alcance. "É um filme popular no melhor sentido. Dá para assistir com a família inteira, com a avó, com a mãe, com amigos. Todo mundo se reconhece em algum momento".





