Giovanna Antonelli vive Patrícia no filme ’Rio de Sangue’Divulgação
Gravado em locações reais como Santarém e Alter do Chão, o filme incorpora ao enredo questões como garimpo ilegal e a atuação de organizações criminosas na região Norte. O contato direto com essa realidade, segundo Giovanna, provocou impacto. "A gente ficou imerso nesse universo todos os dias. O garimpo é apresentado de uma forma assustadora e, ao mesmo tempo, muito natural. É algo que está acontecendo todos os dias, ilegalmente, no nosso Brasil, e a gente não tinha essa dimensão", afirma.
Nos bastidores, a atriz destaca o caráter coletivo da produção. "Foi um privilégio participar. Todo dia havia uma dificuldade muito grande para realizar alguma coisa. Mas esse é um filme de equipe. É um projeto em que todo mundo trabalhou junto, sonhou junto, deu as mãos e acreditou", diz. "O nosso cenário é um dos mais bonitos do planeta", completa.
A dimensão emocional da trama, centrada na relação entre mãe e filha, também dialoga com a vida pessoal da artista. Mãe de Pietro, de 20 anos, e das gêmeas Antônia e Sofia, de 15, Giovanna afirma que não impõe limites quando o assunto é proteger os filhos. "Eu acho que esse é o perfil da mulher. Fomos colocadas em outras caixinhas ao longo dos anos, mas estamos trilhando um caminho de liberdade cada vez maior".
O longa também aposta no protagonismo feminino em um gênero historicamente dominado por homens. Ao lado de Wegmann, a atriz conduz a narrativa a partir da força de duas mulheres em situações extremas. "Esse cinema com mulheres no comando reflete o nosso dia a dia de sobrevivência, dentro de casa, fora dela, no mercado de trabalho. Quanto mais pudermos estar nas telas, nas ruas, nas empresas, melhor. Esse é o nosso lugar, que foi tirado em algum momento, mas hoje estamos aqui para retomá-lo", destaca.
Lembrada por personagens marcantes na televisão, como a delegada Helô em "Salve Jorge" (2012) e "Travessia" (2022), Giovanna destaca a familiaridade com cenas de ação. "Ou eu sou policial, ou sou bandida nas histórias, já fiz bastante disso", comenta, antes de ressaltar os cuidados técnicos nas filmagens. "Todas as nossas armas estavam sem munição. Não existia bala de verdade, tudo foi inserido na pós-produção. É tudo muito controlado".
Ao abordar temas sensíveis, a atriz afasta qualquer receio e reforça o papel do audiovisual. "Essa ferramenta social do cinema e da TV é muito importante, é isso que a gente faz a vida inteira. O que a gente quer é contar boas histórias e despertar o interesse das pessoas, para que elas conheçam mais e possam, de alguma forma, transformar essa realidade".
Animada com o resultado, Giovanna não descarta novos desdobramentos para a história. "Agora! (risos). Tem história para 'Rio de Sangue 2' ou até para uma minissérie. Nosso diretor tem muito material guardado na manga".











