Rio - Conhecido pelo trabalho nos humorísticos "Zorra Total" e "Os Caras de Pau", além de participações em novelas, como "Dona de Mim", da TV Globo, Claudio Cinti teve alta hospitalar, nesta quarta-feira (13/5), e lamentou a ida para casa em um vídeo publicado no Instagram. O artista, que estava internado desde o fim de março após ser diagnosticado com pneumonia e realizar uma traqueostomia, disse que "não era o momento" de deixar a unidade de saúde, pois não consegue andar "sozinho e ter autonomia".
"Tive alta do hospital, apesar de achar que não era o momento ainda. Mas o hospital está querendo se livrar de mim, o plano de saúde quer se livrar de mim o mais rápido possível. Ainda estou acamado, necessitando de cuidadora, não estou andando ainda. Comecei a dar, ontem, os primeiros passos com andador, mas assim, três passinhos só. Então, ainda devo precisar de fisioterapia por mais um bom tempo", comentou.
Em seguida, Claudio se mostrou preocupado com os valores dos medicamentos que precisará para seu tratamento. "O citomegalovírus negativou no último exame, porém o médico receitou que eu continue tomando a medicação por mais três semanas, venosa ou comprimido. A venosa eu vou ter que ir até a Tijuca para tomar e nem tenho certeza se o plano vai fornecer ou apenas aplicar. O problema é que as doses são caríssimas, em torno de R$ 5 mil cada caixa. Talvez nem dê para fazer todas as aplicações", afirmou.
"A versão em comprimido, eu não consegui o remédio receitado, que é o Ganciclovir, mas consegui um similar, o Valaciclovir, por um preço mais acessível. Vou precisar de 84 comprimidos, o que vai custar cerca de R$ 600. Muito mais barato do que ter que ir até a Tijuca de táxi pelo menos três vezes por semana", explicou ele, que realizou um transplante de rim pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em dezembro.
No vídeo, Claudio disse que um amigo taxista, "que faz um preço camarada", poderia ajudá-lo. "Vai ter que me pegar no colo da cadeira de rodas, me colocar no carro, depois me tirar e me esperar para trazer de volta. Enfim, uma burocracia danada. Pesquisei sobre o Valaciclovir, li a bula e vi que ele se encaixa exatamente no que eu preciso, que é para citomegalovírus, prevenção em pacientes transplantados e tal".
Para conseguir comprar o remédio, ele solicitou uma nova receita à médica. "A farmacêutica disse que não podia vender porque a receita médica estava como Ganciclovir e não Valaciclovir. Pedi então para chamar a médica e refazer a receita. Ela simplesmente disse que não podia porque ‘não é a mesma coisa’. Eu falei: ‘Doutora, mas eu acabei de ver a bula, está aqui’. Perguntei se ela queria ver, e ela respondeu: ‘Não’. Virou as costas e foi embora. Ou seja, um atendimento péssimo, depois vou correr atrás disso".
Na sequência, o artista contou que solicitou uma ambulância para levá-lo até em casa, mas teve o pedido negado. "Ela falou que eu não estou mais acamado. Respondi: ‘Mas eu não consigo levantar da cama sozinho, preciso de ajuda para ir até o andador. Só dou dois passos’. Ela disse que isso 'não pontua para ambulância’. Ou seja, já pedi para um amigo taxista vir me buscar, me colocar dentro do carro e me tirar em casa", lamentou.
Por fim, ele destacou que vai precisar de uma cuidadora no dia a dia: "Também acertei com uma cuidadora para me acompanhar em casa. Isso não é barato: cerca de R$ 250 por dia. Vou precisar, pelo menos, até conseguir andar sozinho e ter autonomia. Além disso, contratei um fisioterapeuta que já atendia minha mãe. Ele cobra um preço legal e vai três vezes por semana. Já começa amanhã, para me ajudar a andar mais rápido possível e me livrar dessas despesas".