Milly Lacombe e AnittaReprodução / Instagram
Na sequência, ela rebate diretamente a fala do ator. “É uma mentira absoluta, deslavada”, diz Milly, ao questionar os dados apresentados por Cazarré no debate televisivo.
Ao longo do vídeo, a jornalista diferencia homicídios em geral dos casos de feminicídio, explicando que o crime envolve mulheres assassinadas pela condição de serem mulheres, frequentemente dentro de relações afetivas ou familiares. “Elas morrem pela condição de serem mulheres. E é perverso porque elas estão sendo mortas por pessoas que elas conhecem e em quem normalmente confiam”, afirma.
Milly também critica o que considera uma tentativa de reduzir o debate a uma divisão entre “homens bons” e “homens maus”, interpretação que atribui ao discurso defendido por Cazarré durante a atração da GloboNews. Para ela, o problema está ligado a uma estrutura social mais ampla. “Não se trata de um jogo de pessoas boas contra pessoas más”, declara. “Se trata da gente entender que nós estamos dentro de uma estrutura que divide a gente entre dominados e dominadores.”
Em outro trecho do reels, a jornalista endurece o tom ao comentar iniciativas voltadas à chamada reconstrução da masculinidade. “Um curso para homens que querem ser homens melhores precisa ser dado por mulheres. Porque senão não é curso, é masturbação”, afirma.
Ao repostar o vídeo, Anitta coloca a discussão em circulação para um público ainda maior. Depois do programa, Leandra Leal também cobrou checagem de fatos em debates televisivos, Fernanda Nobre criticou trechos da fala do ator sobre cultura do estupro, e Juliette também entrou na conversa ao defender o feminismo como aliado, e não como ameaça ao homem.
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