Um dos fatores mais importantes que contribuem para o surgimento do câncer de mama é a alta densidade mamária, presente em cerca de metade da população feminina.

As mamas são formadas por glândulas (responsáveis pela lactação), tecido fibroso e gordura. A mama densa é caracterizada por grande quantidade de tecido glandular e pouca gordura. “Esse tipo de mama aumenta o risco de câncer não só pela quantidade maior de glândula, mas pela dificuldade que o padrão denso causa na identificação das lesões”, explica a médica radiologista
Ellyete Canella, do Centro de Mama do Hospital Quinta D&Or.

A prevenção representa um conjunto de ações que evitam o aparecimento de uma doença. O Ministério da Saúde estabelece que o rastreamento, por meio da mamografia, pode ser considerado para mulheres entre 50 e 69 anos, a cada dois anos. Segundo a médica, recomenda-se às mulheres com mamas densas associar a mamografia a exames que permitem "enxergar através da densidade", tais como a ultrassonografia e a ressonância magnética.
“Combinar exames é importante porque a mamografia falha em cerca de 25% dos casos de mamas densas, já que uma parte glandular muito exuberante pode esconder um nódulo”, alerta.