Quando o olhar deixa de seguir tendências e passa a respeitar seus próprios traçosReprodução/Internet
Nesse cenário, entram em cena técnicas mais cuidadosas, pensadas nos mínimos detalhes. É exatamente daí que nasce a metodologia criada pela especialista em correção e harmonização do olhar, Amanda Rhuâna. Ela é a mente por trás da HarmonyLash, um protocolo que analisa o formato dos olhos usando a famosa proporção áurea — aquela razão matemática de 1,618 que aparece em estudos de simetria facial, arquitetura e até design. Chique e científico na medida certa.
A ideia é simples (e genial): antes de aplicar a extensão de cílios, Amanda analisa o olhar por completo. Quedas, elevações, olhos mais arredondados, descendentes ou até aquela diferença sutil de altura entre um olho e outro entram na conta. Tudo é observado antes de qualquer fio ser aplicado.
“A proporção áurea funciona como um mapa que orienta a leitura anatômica do olhar. Quando o profissional compreende essas relações, ele consegue corrigir excessos e entregar um resultado mais equilibrado”.
Apesar de essa lógica matemática já ser super usada em cirurgias plásticas e procedimentos avançados de harmonização facial, no universo dos cílios ela ainda é novidade. E faz todo sentido: estudos mostram que a nossa percepção de beleza está totalmente ligada à proporção e à harmonia do rosto. Ou seja, menos achismo, mais técnica.
O problema é que o mercado de extensão de cílios ainda não tem um padrão bem definido. O setor cresce rápido, mas muitos profissionais vêm de formações curtas e bem diferentes entre si. E é aí que metodologias mais estruturadas fazem toda a diferença.
No método da Amanda, tudo começa com a medição: distância entre o canto interno e externo dos olhos, altura da pálpebra, curvatura natural e densidade dos fios. Com isso em mãos, o profissional consegue escolher as curvaturas e comprimentos certos, sem exagerar e sem reforçar assimetrias que já existem.
“O olhar é uma das regiões mais complexas do rosto. Quando existe um parâmetro matemático para guiar o diagnóstico, o risco de resultado artificial diminui e a naturalidade se torna mais alcançável”.
Com mais de 3 mil alunas espalhadas por vários países e presença em eventos importantes como a Beauty Fair e o Brasil Lash Congress, Amanda defende que o futuro da área está na profissionalização de verdade. Quando existem métricas claras, tanto quem aplica quanto quem recebe o procedimento entende melhor até onde dá pra ir — e o que precisa ser respeitado em cada olhar.
Pra quem está pensando em fazer algum procedimento nos olhos, fica o alerta de amiga: vale prestar atenção na formação técnica da profissional, na avaliação antes de começar e na clareza sobre o que é possível dentro das suas características naturais. Técnicas que usam referências matemáticas ajudam muito, principalmente em casos de assimetrias mais evidentes ou olhos descendentes.
No fim das contas, o mercado estético está mudando — e ainda bem. Cada vez mais, a gente busca resultados personalizados, naturais e conscientes. A união entre ciência e estética, como acontece na extensão de cílios guiada pela matemática da beleza, mostra que esse é mesmo o caminho que veio pra ficar.

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