Menos pressão, mais carinho e comida de verdade no pratoReprodução/Internet

Olá, meninas!
Amiga, esse assunto merece nossa atenção — e não é pouco, viu? A nutricionista Cynthia Howlett levanta um alerta importante sobre como a alimentação das crianças pequenas está caminhando e como isso impacta o futuro delas. Segundo dados do Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani), hoje 20,5% do que crianças entre seis meses e dois anos comem já é formado por ultraprocessados — aqueles cheios de gordura, açúcar, sódio e aditivos. E sabe o que aparece com frequência no pratinho? Biscoitos, doces e farinhas instantâneas.

E aí vem aquele momento das férias, quando a rotina muda, os horários ficam bagunçados e a alimentação acaba escapando um pouco do controle. A Cynthia chama atenção justamente para isso:

"Agora nas férias, os cuidados com a alimentação equilibrada devem ser redobrados", afirma.
E completa com algo que faz todo sentido pra quem é mãe, tia, avó ou cuidadora:
"Esse cenário reforça a necessidade de um acompanhamento na formação de hábitos melhores desde a primeira infância".

Ela explica que os lanches acabam sendo um dos maiores vilões do dia a dia.

“Os lanches, por exemplo, podem ser um grande problema hoje em dia para os ultraprocessados. Por falta de tempo, muitos pais optam pelo mais prático, como biscoitos recheados. Mas vemos que quando essas crianças chegam ao ensino fundamental, o consumo de ultraprocessados aumenta muito. E, com ele, também crescem as possibilidades de casos de obesidade, diabetes e hipertensão em idades cada vez mais precoces”.

Ou seja, não é só sobre o agora — é sobre o que essa criança vai carregar lá pra frente.

Mas nem tudo é alerta, tá? A Cynthia traz um olhar super acolhedor e possível, especialmente para as férias. Ela reforça que o exemplo da família conta muito, mas que incluir a criança nas escolhas faz toda a diferença. Nada de impor, e sim combinar, conversar, participar junto.

"Acho que combinados de quantas cores no prato, de o lanche na sexta-feira ser o que a criança escolher, de montar junto o lanche da semana, eles escolherem a fruta, como montar a lancheira, podem motivar as crianças e aproximar os pais e filhos quando falamos de alimentação mais equilibrada".

E se você está se perguntando por onde começar, as dicas dela são simples e muito reais. Comer junto, pedir a mesma comida e mostrar na prática que você também faz boas escolhas é um dos maiores incentivos. Transformar a alimentação em um momento gostoso — com piquenique, ida à feira, oficina na cozinha — aproxima a criança do alimento de verdade.

Ela também lembra que não pressionar é fundamental. A criança não pode criar trauma ou sentimento negativo com a comida. Pelo contrário: a alimentação precisa estar ligada a boas memórias, conforto, afeto… tipo aquele bolinho da casa da avó que mora no coração.

Na introdução alimentar, o recado é claro: evitar ultraprocessados, açúcar, gordura e industrializados ajuda a preservar o paladar da criança enquanto ela descobre novos sabores — e isso influencia o hábito alimentar por toda a vida. E sobre o açúcar, quanto mais tarde ele entrar, melhor. O ideal é evitar até os dois anos e, se der, prolongar até os quatro, priorizando sempre alimentos mais naturais e minimamente processados.

No fim das contas, é sobre cuidado, presença e escolhas possíveis. Um passo de cada vez — e sempre com carinho.
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