Como pequenas experiências do dia a dia viram grandes aprendizadosReprodução
A pedagoga Cristiane Cristo acredita que o descanso abre espaço para a criança reorganizar ideias, ampliar repertório e fortalecer o emocional — tudo isso de forma natural, sem pressão.
“O aprendizado também acontece fora da escola. Ele nasce da vida, das conversas, das perguntas inesperadas e das pequenas experiências que a criança vive em família. Quando existe presença e vínculo, a aprendizagem flui de forma natural e verdadeira”.
E não precisa de nada mirabolante. As experiências mais simples são, muitas vezes, as mais potentes. Para Cristiane, as férias ganham outro significado quando a criança participa da vida real: ajudar a preparar uma receita, arrumar a mala da viagem, observar a natureza durante um passeio ou escolher aquele livro gostoso antes de dormir.
“Quando a criança participa das pequenas decisões e da rotina, ela entende que é capaz, que contribui e que sua presença importa. Isso fortalece pertencimento, autonomia e autoestima”. E é nesse processo que surgem a curiosidade, a linguagem, o repertório cultural e aquelas memórias afetivas que ficam guardadas pra sempre.
Como viver férias com significado (e sem perder a leveza)
Sem planilhas, sem cronograma rígido. Só ideias simples e cheias de afeto pra transformar o dia a dia em aprendizado — do jeito mais gostoso possível.
O supermercado como um mini universo
Cozinhar juntos
A natureza como sala de aula viva
Conversas que realmente importam
Cultura sem obrigação
Inglês no dia a dia, sem pressão
Brincar livre, do jeito que a infância pede
No fim das contas, férias não são sobre adiantar conteúdo. São sobre viver.
“A pausa resgata a infância. A brincadeira devolve leveza. O tempo em família fortalece laços. É nesses momentos verdadeiros que as crianças aprendem o que realmente importa”.
As crianças não precisam estar ocupadas o tempo todo. Elas precisam ser vistas. “Quando isso acontece, o aprendizado flui. As férias se tornam parte essencial da formação integral, porque trazem experiências reais, afetivas e cheias de sentido”.
E é exatamente isso: menos agenda, mais presença.

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