Entenda a disputa entre Letícia Birkheuer e Alexandre Furmanovich e o impacto emocional dessa separaçãoReprodução/Internet

Olá, meninas!
Essa história da Letícia Birkheuer é daquelas que apertam o peito da gente, principalmente de quem é mãe. A atriz e ex-modelo vive hoje uma disputa judicial delicada com o ex-marido, Alexandre Furmanovich, pela guarda do filho deles, o João Guilherme, de 14 anos. Eles se separaram em 2013 e, desde então, a guarda vinha sendo compartilhada. Mas, nos últimos tempos, o que era difícil virou quase insustentável.

Tudo ganhou uma proporção enorme quando a Letícia resolveu falar publicamente sobre o afastamento do filho. Em uma carta aberta, ela contou que foi bloqueada no WhatsApp, que não consegue mais contato direto com o João e que passou datas importantes, como o Natal, sem a presença dele. Dá pra imaginar essa dor? Porque não é só saudade — é a sensação de estar sendo apagada da vida de quem você gerou.

Na mesma carta, Letícia falou sobre o que ela acredita ser um possível caso de alienação parental, apontando que o filho teria sido influenciado a se afastar emocionalmente dela durante o convívio com o pai. Ela descreve uma mudança no comportamento do menino, uma frieza que não existia antes, e a sensação constante de estar perdendo o filho aos poucos, mesmo estando viva, presente e querendo cuidar.

Do outro lado, o João apareceu em um vídeo ao lado do pai para dar a sua versão. Ele afirmou que não fala com a mãe por vontade própria, que se sente desconfortável com a exposição do caso nas redes sociais e que não foi manipulado nem pressionado por Alexandre a dizer nada. Segundo ele, tudo o que falou foi espontâneo. Também negou algumas declarações feitas pela mãe, como a necessidade de acompanhamento médico em um dos encontros.

Alexandre, por sua vez, também se posicionou publicamente. Ele negou qualquer prática de alienação parental, afirmou que nunca impediu a convivência entre mãe e filho e disse que sempre tentou preservar o bem-estar emocional do João, inclusive evitando conflitos públicos.

A verdade é que a disputa segue na Justiça, com versões muito diferentes e um adolescente no meio de tudo isso. Mas, como mãe, é impossível não olhar para esse cenário e pensar no impacto emocional disso tudo. Porque ouvir do próprio filho que ele não quer mais falar com você é devastador. Não importa o motivo, a explicação, o contexto — dói. Dói num lugar que não tem nome.

Mesmo sem o ônus da prova, muitas mães sabem reconhecer quando algo quebra um vínculo. A alienação parental, quando acontece, não precisa vir escancarada — às vezes ela se constrói em silêncios, em falas repetidas, em sentimentos que não nasceram ali sozinhos. E a mãe sente. Sente na pele, no corpo, no coração.

No fim, essa não é só uma história sobre briga judicial ou exposição midiática. É sobre uma mãe que ama, que sente falta e que sofre ao ver o próprio filho falando dela como se fosse uma estranha. E isso, independentemente de quem esteja certo ou errado, já é doloroso demais.
Diante deste cenário, conversei com a advogada Lu Lage (@lulage1) para entender um pouco sobre esse tema de alienação parental, que tem repercutido muito nas redes sociais, ainda mais envolvendo essa história em questão. 
Confira abaixo meu bate-papo com a Lu:
A partir do que foi divulgado publicamente pela Letícia Birkheuer, é possível falar juridicamente em indícios de alienação parental ou isso só pode ser afirmado após análise processual?
A afirmação de indícios de alienação parental depende de uma análise contextual e processual.
Embora declarações públicas possam sugerir comportamentos que levem a essa conclusão, um juiz precisa considerar evidências concretas e ouvir as partes envolvidas.
A alienação parental é um fenômeno complexo e requer uma investigação aprofundada para determinar se realmente está ocorrendo.

Quando uma mãe relata que foi bloqueada pelo filho e perdeu o contato direto, isso pode ser considerado um sinal de alerta em disputas de guarda?
Sim, o relato de uma mãe sobre ter sido bloqueada pelo filho pode ser interpretado como um sinal de alerta em disputas de guarda.
Isso pode indicar um afastamento emocional ou relacional que, em um contexto de disputa, é relevante para avaliar a dinâmica familiar.
A falta de contato pode ser vista como um reflexo das influências externas ou do ambiente familiar que o adolescente está vivenciando.
No caso específico de um adolescente de 14 anos, como a Justiça avalia o peso da vontade do filho em se afastar da mãe?
A Justiça considera a vontade do adolescente, especialmente a partir dos 12 anos, quando ele já possui um nível de compreensão e autonomia maior. No entanto, essa vontade não é absoluta.
O juiz avaliará a situação em um contexto mais amplo, levando em conta o bem-estar da criança e a relação com ambos os pais, além de possíveis influências ou pressões externas.
O fato de o adolescente aparecer em um vídeo público ao lado do pai para negar a alienação pode influenciar juridicamente o processo? De que forma?
Um vídeo em que o adolescente aparece ao lado do pai, negando a alienação, pode ter impacto no processo.
Ele pode ser usado como evidência da relação do filho com o pai e a percepção dele sobre a situação.
No entanto, o valor probatório dependerá do contexto em que o vídeo foi gravado, da espontaneidade da declaração e da análise do juiz sobre a autenticidade dessas interações.

Existe risco jurídico quando um dos pais expõe o conflito nas redes sociais, mesmo dizendo que age por desespero e dor?
Expor conflitos familiares nas redes sociais pode trazer riscos jurídicos, mesmo que o pai ou a mãe alegue estar agindo por desespero.
Isso pode ser interpretado como uma tentativa de manipulação da opinião pública ou pressão sobre o outro genitor, o que pode ser visto negativamente por um juiz.
O ideal é que questões familiares e de guarda sejam tratadas de forma confidencial e respeitosa, evitando a exposição pública que pode prejudicar as crianças envolvidas.