O procedimento que virou tendência global e chegou ao Brasil com força totalReprodução/Redes sociais
A técnica chama atenção logo de cara por um detalhe que faz toda a diferença: não é preciso raspar a cabeça. Os fios são retirados um a um da região da nuca e já vêm longos, o que permite um desenho muito mais preciso no momento do implante. Isso ajuda a criar sobrancelhas com leveza, direção correta e um resultado muito mais natural — bem distante daquele visual artificial que tanta gente teme.
Essa proposta nasce muito da escuta. De ouvir mulheres que já passaram por procedimentos frustrantes ou pouco naturais e que carregaram essa decepção por anos. “Há muitos anos ouço relatos de pacientes frustradas com procedimentos mal realizados ou pouco naturais”, conta a empresária Natalia Martins. Segundo ela, a ideia foi criar algo definitivo, mas sensível: “O nosso protocolo nasce para entregar uma solução definitiva, com excelência médica e refinamento artístico, sem renunciar à identidade de cada pessoa”.
O procedimento é feito por duas equipes que atuam juntas: uma médica, formada pela dermatologista Isaura Fasciani, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia responsável pela parte clínica e pela implantação dos fios, e outra artística, que cuida do desenho, do alinhamento e da estética final. Essa combinação entre técnica e olhar artístico é o que garante um resultado mais harmônico e personalizado.
E o cuidado não termina no dia do transplante. Existe um acompanhamento pensado a longo prazo, com retornos frequentes e sessões personalizadas ao longo de cerca de 12 meses. Nesse período, entram ajustes de design, coloração, estímulos de regeneração, microestimulação e alinhamento dos fios. “A ideia é oferecer um suporte completo, acompanhando cada fase do crescimento e adaptação dos fios, para que o resultado seja realmente duradouro”, explica Natalia.
O procedimento dura, em média, de quatro a cinco horas, é feito com anestesia local e exige avaliação dermatológica prévia. Não é indicado para gestantes nem para pacientes com condições médicas ativas, mas, para quem pode realizar, os resultados são permanentes. A própria empresária foi a primeira paciente e tem compartilhado sua experiência, mostrando que o processo vai muito além da estética.
Um ponto que sempre foi inegociável, segundo ela, é justamente não raspar o couro cabeludo. “O que nós mais queríamos desde o início era um transplante que não raspasse a cabeça. Em muitos lugares isso ainda acontece, e isso nunca foi uma opção para mim. Aqui, não precisa”, afirma.
No fim das contas, o procedimento propõe algo simples e poderoso: devolver sobrancelhas sem apagar a identidade de quem olha no espelho. Porque, como a própria Natalia resume, sobrancelha cheia vai além da beleza — “é sinal de juventude, de saúde”. E, principalmente, de cuidado feito com calma, respeito e intenção.

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