O que você faz todos os dias impacta seus hormônios e seus óvulosReprodução/Internet
A verdade é que pequenos hábitos do dia a dia podem tanto ajudar quanto atrapalhar (e muito) os planos de engravidar. Como a própria médica explica:
“A fertilidade feminina é diretamente impactada pela rotina. Fatores como alimentação, sono, nível de estresse e exposição a substâncias nocivas interferem na qualidade dos óvulos e no equilíbrio hormonal”.
E quando a rotina sai do eixo, o corpo sente. Tabagismo, consumo exagerado de álcool, noites mal dormidas, sedentarismo — ou até excesso de exercício —, estresse constante e contato frequente com poluição e pesticidas entram na lista dos principais sabotadores da fertilidade. Segundo a especialista,
“Esses fatores podem afetar a qualidade e a quantidade dos óvulos, alterar o funcionamento hormonal e acelerar a queda da reserva ovariana”.
Por outro lado, quando a gente cuida melhor de si, o corpo responde. Manter uma rotina mais equilibrada ajuda a criar um ambiente hormonal mais favorável para a fertilidade. Atividade física na medida certa, boas noites de sono, controle do estresse, peso saudável e acompanhamento ginecológico regular fazem diferença — e fazem mesmo.
Para quem sonha em engravidar em 2026, a Dra. Paula Marin reforça alguns cuidados que parecem simples, mas são essenciais: investir em uma alimentação equilibrada e nutritiva, praticar exercícios sem exageros, parar de fumar, reduzir álcool e cafeína, dormir bem e encontrar formas de aliviar o estresse do dia a dia.
E aquela pergunta que não sai da cabeça: quais são, de fato, as chances de engravidar? A médica explica que, em casais jovens — ambos com menos de 35 anos —, a chance gira em torno de 20% a 25% por mês. Com seis meses de tentativas, cerca de 75% a 80% conseguem engravidar, e em até um ano esse número chega a 85% a 90%.
A infertilidade, do ponto de vista médico, é quando a gravidez não acontece após 12 meses de tentativas sem uso de métodos contraceptivos. E, como lembra a especialista,
“Quanto maior a idade, maior o risco de infertilidade”.
Outro ponto importante — e libertador — é entender que a dificuldade para engravidar não é só da mulher. Como destaca a Dra. Paula Marin,
“Em cerca de 40% dos casos, o fator masculino está envolvido. A boa notícia é que, com acompanhamento médico e mudanças no estilo de vida, muitas dessas situações podem ser revertidas”.
Mas afinal, quando procurar ajuda? A orientação varia conforme a idade. Mulheres com menos de 35 anos devem buscar um especialista após 12 meses de tentativas sem sucesso. Acima dos 35, esse tempo cai para seis meses. Já mulheres com mais de 40 anos que desejam engravidar devem procurar aconselhamento médico o quanto antes, porque a fertilidade tende a diminuir de forma mais acentuada nessa fase. Como orienta a médica:
“Mulheres com menos de 35 anos devem procurar um especialista após 12 meses de tentativas sem sucesso. Acima de 35 anos, a orientação é procurar ajuda após seis meses. Já mulheres com mais de 40 anos que desejam engravidar devem buscar aconselhamento médico imediatamente, pois a fertilidade tende a cair de forma mais acentuada nessa faixa etária”.
E essa avaliação não precisa — nem deve — esperar se houver ausência de menstruação, ciclos muito irregulares, endometriose avançada ou suspeita de alterações nas trompas ou no útero.
No fim das contas, engravidar passa, sim, por ciência, mas também por autocuidado, informação e acolhimento. E entender o próprio corpo é sempre o primeiro passo.

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