Pequenos incômodos do dia a dia podem ser os primeiros alertas de que a circulação não vai tão bem quanto pareceReprodução/Internet
O Dr. Caio Focássio, que é cirurgião vascular e membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, faz um alerta importante. Esses sinais aparentemente simples podem ser os primeiros indícios de que a circulação não está funcionando tão bem quanto deveria. E quando a gente deixa pra lá, problemas como varizes mais avançadas e até trombose podem entrar em cena.
Ele explica assim:
“A circulação das pernas depende do bom funcionamento das veias, que transportam o sangue de volta ao coração. Quando esse processo encontra obstáculos, seja por sedentarismo, genética ou hábitos inadequados, começam a surgir sinais de que algo não vai bem. Quanto mais cedo esses sinais forem identificados, maior a chance de evitar complicações”.
Ou seja, não é exagero prestar atenção no que o corpo mostra.
Se no fim do dia seus pés e tornozelos estão visivelmente mais inchados, isso pode indicar insuficiência venosa, quando o sangue encontra dificuldade para subir de volta ao coração. Aquela coceira persistente, principalmente se vier acompanhada de pele ressecada e descamação, também pode ser um sinal de que a circulação está comprometida.
As manchas mais escuras, avermelhadas ou arroxeadas nas pernas não devem ser ignoradas. Elas podem indicar fragilidade capilar e acúmulo de sangue nos tecidos, mostrando que as veias estão sobrecarregadas. A sensação constante de peso, dor ou cansaço também entra nessa lista. E os vasinhos e varizes aparentes vão muito além da estética, podem ser sinal de insuficiência venosa crônica.
Até o formigamento ou aquela dormência frequente, como se a perna estivesse “adormecendo” sozinha, pode estar ligado a alterações na circulação arterial, dificultando a chegada de oxigênio e nutrientes.
E ele reforça:
“A saúde das pernas reflete a saúde vascular como um todo. Ignorar os primeiros sinais pode levar a complicações que poderiam ser evitadas com simples mudanças no dia a dia e, quando necessário, acompanhamento médico. Se as pernas estão falando, é hora de ouvir e agir”.
No fim das contas, é sobre não normalizar o desconforto. Nosso corpo dá sinais o tempo todo. A gente só precisa parar, observar e, se for algo frequente, buscar avaliação. Cuidar das pernas é cuidar da saúde por inteiro, e isso nunca é detalhe.

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