O impacto de uma trajetória que abriu caminhos e inspirou outras mulheresReprodução/Internet
Luciana não foi apenas vereadora. Ela foi exemplo de resistência e de superação em um país onde tantas histórias são interrompidas cedo demais. Ainda muito jovem, aos 19 anos, teve a vida completamente mudada após ser vítima de uma bala perdida dentro de uma universidade. Um episódio que poderia ter definido seu destino, mas não definiu quem ela seria.
Ela escolheu continuar. Escolheu estudar, se formar e seguir em frente com uma determinação que impressionava. Ao longo do tempo, foi construindo uma trajetória firme na defesa dos direitos das pessoas com deficiência, da acessibilidade e de uma cidade mais justa e humana para todos.
Chegou à Câmara Municipal do Rio com esse propósito muito claro, ocupando seu espaço com sensibilidade, coragem e uma presença política que não passava despercebida. Luciana falava a partir da vivência, da dor transformada em força e da vontade de mudar o que tantas vezes parece impossível.
Mais do que um cargo, ela representava uma voz. Uma voz que abriu caminhos, que inspirou outras pessoas e que mostrou que é possível transformar a própria história em ferramenta de mudança coletiva.
Luciana Novaes parte cedo demais, mas deixa um legado que permanece vivo. Fica a lembrança de uma mulher forte, doce na forma de lutar e imensa na forma de existir.

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