O segmento de atacado de alimentos registrou alta de 0,9% nas vendasÉrica Martin/Agência O Dia

As vendas do comércio varejista subiram 0,2% em agosto ante julho, na série com ajuste sazonal. O resultado veio idêntico à mediana das estimativas dos analistas ouvidos pela pesquisa do Projeções Broadcast, que tinha intervalo entre queda de 0,2% a alta de 1,1%. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, 15, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com agosto de 2024, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo tiveram alta de 0,4% em agosto, porcentual que ficou acima da mediana das projeções, de avanço de 0,2%, com intervalo entre queda de 0,4% e aumento de 1,9%.

Quanto ao varejo ampliado, que inclui as atividades de material de construção, de veículos e de atacado alimentício, as vendas subiram 0,9% em agosto ante julho, na série com ajuste sazonal, acima da mediana das projeções, de 0,7%, com intervalo entre uma queda de 0,6% a uma alta de 1,5%.

Na comparação com agosto de 2024, sem ajuste, as vendas do varejo ampliado tiveram baixa de 2,1% em agosto. Nesse confronto, as projeções variavam de uma redução de 4,2% a aumento de 0,2%, com mediana negativa de 2,4%.
Nível pré-pandemia
O volume de vendas do varejo chegou a agosto em patamar 9,4% acima do nível de fevereiro de 2020, no pré-pandemia. No varejo ampliado, as vendas operam 4,6% acima do pré-pandemia. 

Os segmentos de artigos farmacêuticos, supermercados, veículos, combustíveis e material de construção estão operando acima do patamar pré-crise sanitária. O segmento de artigos farmacêuticos opera em patamar 41,8% acima do pré-crise sanitária; supermercados, 12,3% acima; veículos, 9,1% acima; combustíveis e lubrificantes, 7,7% acima; e material de construção, 5,7% acima

Os móveis e eletrodomésticos estão 1,1% abaixo do nível de fevereiro de 2020; outros artigos de uso pessoal e doméstico, 5,1% abaixo; equipamentos de informática e comunicação, 8,5% aquém; tecidos, vestuário e calçados, 17,0% abaixo; e livros e papelaria, 45,1% abaixo.
Ciclo de quedas
A alta de 0,2% no comércio varejista brasileiro interrompeu uma sequência de quatro meses seguidos de resultados negativos no varejo. Segundo Cristiano Santos, gerente da pesquisa do IBGE, a expansão do varejo em agosto recupera apenas pequena parte da perda de 0,9% acumulada entre abril e julho. "A diferença de patamar para março foi de -0,7% agora em agosto", calculou Santos.

O varejo alcançou o pico histórico de vendas em março de 2025.