Aluguel mais barato é o que tem mais atraso no pagamento no início de 2026Divulgação

O atraso no pagamento do aluguel caiu no Brasil e atingiu, em janeiro, o menor nível dos últimos oito meses. A taxa ficou em 3,29%, abaixo dos 3,44% registrados em dezembro. Apesar da melhora geral, o cenário mostra que o começo do ano foi mais difícil justamente para quem vive nos imóveis mais baratos. Os dados são do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da Superlógica, plataforma de soluções tecnológicas e financeiras para o mercado do morar.
Os aluguéis de até R$ 1 mil passaram a ter a maior taxa de inadimplência entre os residenciais, com 5,76%. Mesmo com uma leve queda em relação ao mês anterior, foram os que concentraram mais atrasos. Já os imóveis de alto padrão, acima de R$ 13 mil — que lideravam esse ranking ao longo de 2025 — tiveram uma redução mais forte e deixaram o topo da lista.
Na prática, os números indicam um aperto maior para as famílias de menor renda, que são as mais impactadas pelas despesas típicas do início do ano, como impostos, material escolar e dívidas acumuladas.
Nos imóveis comerciais, a situação também melhorou. A inadimplência caiu pelo segundo mês seguido nos aluguéis de até R$ 1 mil, embora essa faixa ainda tenha o maior volume de atrasos.
Quando se olha para o tipo de moradia, os apartamentos registraram a terceira queda consecutiva na taxa de inadimplência, chegando a 2,15%. As casas também tiveram recuo, passando de 3,74% para 3,54%.
O levantamento mostra ainda que a região Norte voltou a liderar o ranking de atraso nos pagamentos, enquanto o Sul tem a menor taxa do país. O Sudeste aparece com 3,16%.
Segundo especialistas, apesar da melhora no índice geral, o cenário ainda exige atenção em 2026 por causa da inflação e dos juros, que continuam pressionando o orçamento das famílias.