Governo Central reúne Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco CentralDivulgação / Ministério da Fazenda
O resultado de julho superou a expectativa das instituições financeiras. Segundo a pesquisa Prisma Fiscal, divulgada todo mês pelo Ministério da Fazenda, os analistas de mercado estimavam déficit primário de R$ 5,5 bilhões no mês passado.
Tradicionalmente, julho é um mês mais favorável para as contas públicas por causa do pagamento trimestral do Imposto de Renda por instituições financeiras.
Apesar do resultado positivo no mês, o acumulado de 2026 ainda é negativo: déficit de R$ 81,3 bilhões, alta de 15,6% em valores nominais e de 12,4% descontada a inflação. Em 12 meses, o rombo chega a R$ 71,6 bilhões, equivalente a 0,55% do Produto Interno Bruto (PIB).
Resultado
- Tesouro Nacional: superávit de R$ 33,3 bilhões;
- Previdência Social: déficit de R$ 22,2 bilhões;
- Banco Central: déficit de R$ 302 milhões.
Receita
Segundo o Tesouro, entre os fatores que contribuíram para o aumento das receitas estão:
- Maior arrecadação do Imposto de Renda;
- Crescimento da receita previdenciária, por causa do emprego formal recorde;
- Aumento das receitas com exploração de recursos naturais, por causa da alta do petróleo após a guerra no Oriente Médio.
No acumulado do ano, a receita líquida chegou a R$ 1,499 trilhão, enquanto as despesas somaram R$ 1,580 trilhão.
Investimentos
- Julho: R$ 6,7 bilhões, queda real de 29,9% em um ano;
- Janeiro a julho: R$ 56,5 bilhões, alta real de 42,7%.
Determinadas pelo arcabouço fiscal, as metas desconsideram o pagamento de precatórios e alguns gastos com saúde, educação e defesa. Considerados esses gastos, a previsão de resultado primário em 2026 está em déficit de R$ 52 bilhões.
O resultado primário é um dos principais indicadores utilizados para acompanhar a situação das contas públicas. Superávit significa que o governo arrecadou mais do que gastou, enquanto déficit indica o contrário. Os juros da dívida não entram nesse cálculo.