Alunos da Faetec criam absorvente sustentável

Vendas do produto ecológico já obtiveram 114% de lucro. Já há encomendas feitas até por países como os Estados Unidos

Por *Julia Noia

Giullia Vieira é uma das desenvolvedoras do produto, que foi pensado para diminuir o impacto de descartáveis no meio ambiente. Eles são feitos com tecidos em várias estampas
Giullia Vieira é uma das desenvolvedoras do produto, que foi pensado para diminuir o impacto de descartáveis no meio ambiente. Eles são feitos com tecidos em várias estampas -

Rio - No coração de São Cristóvão, na Zona Norte do Rio, nasceu uma ideia que já atravessou as fronteiras do Brasil. Na Faetec Adolpho Bloch, cinco estudantes do ensino técnico de Administração pensaram fora da caixa e inovaram em consumo consciente com o Absoft, absorvente sustentável.

O projeto foi desenvolvido através do programa de empreendedorismo Junior Achievements, organização sem fins lucrativos. Na aula, os estudantes deveriam pensar em algum produto sustentável que transformasse a vida das pessoas. O absorvente foi apresentado, como alternativa, por Camilia Parcial, idealizadora do projeto e diretora de recursos humanos da miniempresa BioFlux, que utilizou exemplos de seu cotidiano para começar a pesquisa.

A confecção do absorvente surgiu como forma de minimizar o descarte no meio ambiente. "Na minha casa moram quatro mulheres e ficamos com o mesmo ciclo menstrual. Nessa época, geramos um grande descarte de absorventes e minha mãe gastava muito dinheiro com isso. Então, levei a ideia do absorvente ecológico para o grupo, e ela foi bem recebida", comentou a estudante. As unidades foram fabricadas na biblioteca da escola, com quatro tecidos essenciais: atoalhado, algodão, impermeável e microfibra.

Desde o primeiro produto finalizado, o grupo não parou. Ao todo, venderam 235 absorventes em pouco mais de dois meses, cobrando R$ 8 por unidade. Todas as vendas foram encomendadas através do Instagram e do Facebook da BioFlux e receberam pedidos até dos Estados Unidos.

Para entrega na capital fluminense, é solicitada taxa equivalente ao valor da passagem, saindo de São Cristóvão. Camilia conta que o grupo teve 114% de rentabilidade com as vendas, mas não guardou o lucro. O dinheiro referente aos impostos foi doado para o projeto social Ballett Na Ponta dos Pés, do Complexo do Alemão.

*Estagiária sob supervisão de Bete Nogueira

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