Eduardo Paes fala com a imprensa após a divulgação do resultadoRodrigo T Ribeiro/Agência O DIA

Candidato do PSD ao Governo do Rio de Janeiro, Eduardo Paes comentou o resultado do primeiro turno das eleições estaduais neste domingo (4), após a confirmação de que a disputa pelo Palácio Guanabara terá segundo turno. A declaração foi feita no comitê de campanha, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, ao lado da candidata a vice, Jane Reis.
Paes afirmou que esperava um desempenho melhor no primeiro turno, mas avaliou que a segunda etapa da disputa permitirá, segundo ele, um debate mais direto sobre os candidatos e os problemas do Estado.

“Agradecer aos cidadãos que votaram na gente no primeiro turno. Mas a população do estado decidiu que nós teremos um segundo turno. Esse segundo turno vai servir para que nós possamos mostrar de maneira mais clara e evidente [nossas propostas] sem a nebulosidade que acompanhou esse primeiro turno [evidenciar] de que luta nós estamos tratando.”

Na sequência, Paes criticou a influência da disputa nacional sobre a eleição estadual e afirmou que nem o ex-presidente Jair Bolsonaro nem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva irão governar o Rio de Janeiro.

“Não será o Flávio Bolsonaro e não será o Lula que vão governar o estado do Rio de Janeiro.”

O candidato também fez duras críticas ao adversário, que foi citado nominalmente no trecho, e utilizou a palavra “delinquente” para se referir a Douglas Ruas, do PL.

“Essa gente veio de uma eleição de 2018 com o delinquente do Wilson Witzel, ganharam a eleição de 2022 com o delinquente do Claudio Castro e não ganharão as eleições de 2026 com o delinquente do Douglas Ruas.”

Paes ainda afirmou que seu adversário teria enriquecido fazendo política e o acusou de representar a continuidade de governos que, segundo ele, contribuíram para o avanço da criminalidade no Estado.

“Nós estamos falando de um jovem político, ele ficou milionário fazendo política e se utilizando da máquina pública que representa continuidade dos piores governos que está do Rio de Janeiro já teve, que entregaram o nosso estado à criminalidade.”

O candidato do PSD também citou eleições anteriores para defender que uma diferença menor no primeiro turno não impediria uma vitória na segunda etapa.

“Isso também aconteceu em 2018. Infelizmente em 2018, no primeiro turno a população da cidade do Rio de Janeiro deu uma derrota pra depois me dar uma vitória no segundo turno.”

Ao deixar o local, Paes foi questionado sobre os votos de Garotinho. O candidato sinalizou negativamente com a mão e indicou que, naquele momento, não falaria sobre o assunto.

Ao final, Paes afirmou que a campanha para o segundo turno começa imediatamente.

“Portanto, nós iniciamos amanhã a luta pela vitória e vamos apontar todos os problemas todas as fragilidades que existem do lado de lá e vamos vencer a eleição pra reconstruir o estado do Rio de Janeiro.”