Ciro Gomes teve 46,22% dos votos válidos e foi derrotado por Elmano de Freitas, que obteve 53,19% Agência Brasil e Divulgação/ALECE
Em documento intitulado "Manifesto ao povo cearense", Ciro disse que não cumprimentou Elmano e atribuiu a derrota à estrutura política dos adversários e a decisões judiciais.
"Meu sentimento, pela primeira vez na vida, é de que fomos roubados", escreveu. O ex-ministro afirmou ter concordado, após consulta à equipe jurídica da campanha, com a apresentação de uma reclamação à Justiça.
Ciro concentrou suas críticas no ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a reposição de propaganda da campanha de Elmano nos dias anteriores à votação. Elmano venceu no primeiro turno com 53,19% dos votos válidos, contra 46,22% de Ciro.
Em resposta, Chagas classificou a postura do adversário como antidemocrática e afirmou que a medida judicial apenas compensou tempo de propaganda retirado da candidatura governista, sem conceder tempo extra. O coordenador também sustentou que Ciro tenta se apresentar como vítima da Justiça apesar de ter perdido uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por unanimidade.
"Quando questiona o resultado eleitoral, Ciro insulta a democracia e desrespeita o povo", declarou Chagas, ex-secretário da Casa Civil do Ceará e primeiro suplente da senadora eleita Luizianne Lins (Rede).
'Abaixa o dedinho'
Na sequência, Elmano afirmou que Ciro só vê defeitos em opositores e acusou um apoiador do ex-ministro de ter sido pego com R$ 2 milhões. Ciro se incomodou com a acusação e colocou o dedo em riste para reforçar as acusações contra o atual governador cearense. "Abaixa o dedinho. Na minha cara, não", disse Elmano. Ciro respondeu: "O dedo vai estar aqui. Na sua cara, seu mentiroso".
O mediador precisou intervir, os microfones foram cortados e os candidatos foram orientados a retornar a seus púlpitos.
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