Flávio concedeu entrevista coletiva após encontro com integrantes do PP e do União BrasilDivulgação
Segundo o candidato, várias propostas que pretende realizar, caso eleito, precisariam passar por Propostas de Emenda à Constituição (PEC). "Temos que respeitar a política. Há várias PECs possíveis. Tem que haver uma reforma do Judiciário, sou a favor da redução da maioridade penal há bastante tempo, tem que ser feito por PEC, tem pontos aqui da Reforma Tributária que têm que ser alterados por PEC, o fim da reeleição", listou aos jornalistas, após encontro com integrantes do PP e do União Brasil.
Nesta terça-feira (6), durante evento em Goiânia (GO), Flávio disse: "O Brasil me deu um Congresso mais à direita do que é hoje, com maioria no Senado, para fazer presidente do Senado. Com maioria na Câmara, para fazer presidente da Câmara. Para mudarmos a Constituição, para redemocratizar esse País, para as instituições voltarem a respeitar a Constituição".
Perguntado pelos jornalistas sobre o que quis dizer com "redemocratizar o País", Flávio questionou: "Vocês acham que o Brasil está numa democracia plena hoje?"
Mencionou, porém, o fim da reeleição e falou que "qualquer coisa longe disso" é mera "especulação". "Já vi gente começar a dizer: o Flávio, com esse Congresso, com ampla maioria, vai fazer o que o pai dele não fez. Vamos parar de mentir, vamos aterrissar no mundo real, parar de fazer torcida. Ameaça que tem à democracia é com o Lula".
O candidato ainda voltou a citar um suposto elo entre Lula e o Supremo Tribunal Federal. "Com o Flávio Bolsonaro, não vai ter presidente da República combinando com um amigo no Supremo para fazer busca e apreensão na fonte de vocês jornalistas. Essa é a democracia que estou falando que está abalada hoje", disse.
Flávio compara PEC do fim da 6x1 com 'promessa de picanha'
"Ele [Lula] chega com mais uma promessa de picanha que não vai resolver a vida de ninguém. Ele tem que deixar de ser hipócrita. O Lula é hipócrita. Ele mente com toda tranquilidade, achando que vai enganar o eleitor. Não vai mais enganar. O eleitor não está à venda", declarou a jornalistas, após encontro com integrantes do PP e do União Brasil.
Flávio disse que, com a PEC, "Lula pensa no poder, não no trabalhador" e defendeu que o texto seja analisado após as eleições. Também reafirmou que Lula "está cansado".
"Ele é um irresponsável que está disputando o poder. É a sétima eleição presidencial que ele está disputando. Ele está cansado. Lula, vai para casa descansar. Você está cansado. Você está trocando as palavras já. Você está sem paciência. Você está com ódio", disse.
Flávio declarou ainda que pretende colocar no Ministério da Fazenda "alguém que entenda de economia" e criticou o ex-ministro Fernando Haddad, que, nas palavras do candidato do PL, não "é sequer formado em economia".
O candidato também propôs o congelamento de dívidas por seis meses de pessoas físicas e por um ano para pessoas jurídicas.
"Caso queiram abrir a própria empresa, vamos dar uma carência para as pessoas físicas de seis meses. Vai ficar congelada a sua dívida por 6 meses. Ela não vai ser reajustada e você não vai pagar nenhuma parcela. Isso vai reinjetar esse dinheiro na economia de uma forma sustentável. Para as pessoas jurídicas, vamos dar um ano de carência para quem está devendo, vamos fazer da mesma forma", declarou.
Flávio também defendeu a possibilidade de a Caixa Econômica Federal "comprar" e renegociar os débitos. "Dá para ajudar as pessoas que estão endividadas a pagarem as suas dívidas. Essa é a nossa proposta, inclusive, comprar dívidas de quem está devendo e refinanciar pela Caixa Econômica Federal, com um prazo mais longo, uma taxa de juro menor", falou.
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