Sede da CBF, no Rio de JaneiroDivulgação / CBF

Rio - A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) apresentou nesta quarta-feira (5) uma demanda junto ao Ministério da Fazenda solicitando mudanças na lei de regulamentação dos sites de apostas on-line (Bets). A entidade deseja receber um aumento de 1,63% para 4% sobre a receita bruta e garantia de que o repasse deste valor não seja tratado como dinheiro público. 
Caso o dinheiro não seja tratado como dinheiro público, a entidade ficará livre da fiscalização por parte de órgãos públicos. A CBF também defende a criação de cadastro dos operadores de casas de apostas, cujo controle ficaria com a própria confederação. O cadastro serviria para fiscalizar a cessão dos direitos, controlar os repasses e criar mecanismos contra a manipulação de resultados. 
As demandas da CBF foram levadas Executivo por Alcino Rocha, novo secretário-geral da entidade. O pedido foi apresentado inicialmente ao Ministério da Fazenda, por meio da Secretaria de Reformas Econômicas, que por sua vez consultou a Receita Federal. A entidade tenta marcar reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Fernando Haddad.
Em comunicado nesta última terça-feira (4), os quatro grandes clubes do Rio de Janeiro e São Paulo demonstraram preocupação com a proposta de regulamentação das casas de apostas on-line e condenaram a regulamentação sem consulta. Os clubes solicitaram a participação nos debates sobre a regulamentação junto ao Poder Executivo e Poder Legislativo.