Júlio César, ex-goleiro do Flamengo e da seleção brasileira Divulgação

Rio - Ex-goleiro de Flamengo, Inter de Milão e da seleção brasileira, Júlio César falou sobre suas expectativas em relação ao futuro da Seleção. Ele, que teve papel fundamental na contratação de Jorge Jesus para o Flamengo, disse acreditar que o treinador português faria um excelente trabalho sob o comando do Brasil.
"Quando o Flamengo estava começando a conversar com o Jorge, uma pessoa importante do clube me ligou para saber mais sobre ele, e eu falei 'assina o mais rápido possível'. Ele tem o jeito dele, mas se não foi o melhor que eu trabalhei, foi um dos melhores. Na seleção, tenho certeza de que faria um trabalho magnífico", comentou o ex-atleta, em entrevista ao "Flashscore".
Pelo Rubro-Negro, Jorge Jesus disputou 87 jogos, com 43 vitórias, 10 empates e quatro derrotas. O time marcou 129 gols e sofreu 47, conquistando: Campeonato Brasileiro (2019), Libertadores (2019), Supercopa do Brasil (2020), Recopa Sul-Americana (2020) e Campeonato Carioca (2020).

Júlio foi treinado pelo português em seus tempos de Benfica. Juntos, conquistaram o Campeonato Português e a Supertaça Portugal, na temporada 2014/15. A carreira do ex-goleiro durou 21 anos (1997 - 2018), nos quais ele teve a oportunidade de defender seis times: Inter de Milão, Flamengo, Benfica, QPR, Toronto e Chievo Verona, além da Seleção Brasileira, em que vestiu a camisa 87 vezes. Ao todo, fez 779 jogos e conquistou 23 títulos em sua trajetória.

Apesar de apoiar a presença do técnico português na Canarinho, o ex-atleta acredita que o treinador atual da equipe, Dorival Júnior, faz um ótimo trabalho, mas que a pressão em torno da instituição dificulta no processo.
"É complicado, você não tem muito tempo para trabalhar. Não é igual a um clube, que as coisas acontecem no dia a dia. O Dorival está tentando, eu acho que o trabalho dele é excelente, agora as coisas têm que acontecer, a bola tem que entrar. Futebol é assim, por mais competente que você seja, se as coisas não acontecem, é um problema", apontou.

Ainda sobre a Seleção, o arqueiro relembrou a fatídica derrota para a Alemanha na Copa do Mundo de 2014. Segundo Júlio, aquele foi o momento mais difícil da carreira de todos que estavam envolvidos no jogo.

"Não foi um clima de velório, porque não tem como comparar a perda de um ente querido com uma partida de futebol, mas foi complicado. No intervalo estava muito silêncio, e aí o Thiago Silva começou a tentar botar a galera para cima, mas era muito difícil. Nós não nos encontramos naquele jogo, a verdade é essa", revelou.

"Não ter jogado as eliminatórias nos prejudicou, porque é um torneio que te dá um preparo importante a nível de grupo. Isso foi um fator primordial para que não chegássemos bem à Copa do Mundo. A Alemanha era uma equipe muito bem preparada também, com um trabalho que já vinha desde 2006. Era um grupo sólido, que se conhecia bastante. Nós, até então, não tínhamos conseguido jogar uma partida que nos convencesse e nos dissesse que poderíamos ser campeões, mesmo ganhando a Copa das Confederações", emendou.

Pela seleção brasileira, Júlio César disputou três Copas do Mundo (2006, 2010 e 2014) e venceu duas Copas das Confederações (2013 e 2009) e uma Copa América (2003).