Lucas Braathen nasceu naNoruega mas se naturalizou brasileiro e disputa competições no esqui alpino pelo Brasil desde 2024AFP

Lucas Pinheiro Braathen viveu um momento histórico e outro curioso na Copa do Mundo de esqui alpino, neste domingo (16), na Finlândia. O norueguês naturalizado brasileiro conquistou o título da prova de slalom da etapa de Levi, a primeira da história do Brasil. E, além da medalha e do dinheiro, ganhou uma rena das mãos do Papai Noel.
A premiação incomum para muitos, entretanto, é uma tradição local de anos. Já o animal não fica com o campeão da prova.
A rena passará a viver em uma fazenda da região, mas foi Lucas Braathen quem deu o nome: Bjørn. O batismo é uma homenagem ao pai norueguês de Lucas e reforça o aspecto simbólico do presente, parte da cultura esportiva da cidade anfitriã.

Vitória construída desde a primeira descida

Dentro da pista, Lucas confirmou o grande momento. Ele liderou a primeira descida com 54s13 e manteve a vantagem na segunda, fechando o dia à frente do campeão olímpico Clément Noël, que terminou 0s31 atrás. O finlandês Eduard Haalberg completou o pódio (+0s57).
“Isso representa o que eu sou. Estou colocando o meu coração. É um sacrifício muito grande, ser eu mesmo, do meu jeito. É um caminho duro a seguir. É uma vitória para mim, meus amigos, minha família e para o Brasil”, disse.

História recente de Lucas Braathen pelo Brasil

Filho de uma brasileira, a paulista Alessandra Pinheiro, Lucas Braathen defendeu a Noruega até 2024, quando decidiu competir pelo Brasil. Desde então, consolidou-se como uma das principais esperanças do país para os Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, em Milão e Cortina d’Ampezzo, na Itália.
Além da prova de slalom, ele também disputa o slalom gigante.