Rebeca Andrade (acenando) foi homenageada e escolhida para carregar bandeira olímpicaGabriel Heusi/COB

Maior medalhista olímpica do Brasil, Rebeca Andrade marcou presença e teve papel importante na cerimônia de abertura da Olimpíada de inverno Milão-Cortina-2026. A ginasta, apesar de participar dos Jogos de verão, foi uma das convidadas para carregar a bandeira olímpica, já na parte final, pouco antes da pira ser acesa.
A honraria costuma servir como uma homenagem a oito personalidades (atletas ou não), de acordo com a relevância e serviços prestados ao esporte ou à humanidade. Cada um deles representa valores essenciais para o movimento olímpico, como inclusão, excelência esportiva e resiliência, esta última a que ficou com a brasileira, entre outros.
Rebeca Andrade foi convidada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) e pelo comitê organizador. Além dela, também carregaram a bandeira:
- o maratonista queniano Eliud Kipchoge, primeiro homem a completar uma maratona abaixo de duas horas e recordista mundial;
- Tadatoshi Akiba, ex-prefeito de Hiroshima, conhecido por sua luta pela paz e contra armas nucleares;
- A poetisa nigeriana Maryam Bukar Hassan, que escreve sobre esperança, resiliência e justiça social;
- Os ativistas italianos Nicolò Govoni, de uma ONG que auxilia crianças em regiões de guerra e conflitos, e Filippo Grandi, o Alto Comissário das Nações Unidas para Refugiados;
- A boxeadora refugiada Cindy Ngamba, símbolo de força e determinação;
- O atleta Pita Taufatofua, que disputou olimpíadas de inverno e de verão e fez sucesso ao aparecer carregando a bandeira de Tonga na abertura da Rio-2016, pelo corpo musculoso e besuntado de óleo, utilizando trajes tradicionais de seu país.