Vini Jr e Prestianni no jogo entre Benfica e Real MadridPatrícia de Melo Moreira / AFP
A iniciativa ganhou força após o episódio ocorrido em 17 de fevereiro, durante o jogo entre Real Madrid e Benfica pela Liga dos Camepões. Na ocasião, Vini Jr denunciou insultos racistas vindos do argentino Gianluca Prestianni. Imagens mostraram que Prestianni cobriu a boca com a camisa enquanto se dirigia ao brasileiro, o que dificultou a leitura labial e a comprovação imediata do insulto. O caso, que resultou em uma suspensão preventiva do argentino pela Uefa, tornou-se o principal motivo do debate.
Para que a mudança seja oficializada, a proposta precisa de seis dos oito votos da IFAB, órgão composto pela Fifa e pelas associações britânicas. O secretário-geral da Fifa, Mattias Grafstrom, confirmou que o assunto é prioridade e que a meta é apresentar a nova determinação antes da Copa. Membro da IFAB, o diretor executivo da federação inglesa, Mark Bullingham, concorda que há poucas justificativas para um atleta tapar a boca ao falar com rivais, mas pede cautela para que a nova regra não gere mais conflitos.

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