Rio - A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) deve alterar as regras de gerenciamento elétrico da Fórmula 1 após o GP da Austrália apresentar quedas súbitas de potência nos carros. O problema, gerado pelo esgotamento precoce das baterias em retas, comprometeu a fluidez das disputas e a segurança em pista. Uma reunião com as escuderias ocorrerá logo depois da etapa da China, neste domingo (15), visando implementar correções técnicas que estabilizem o desempenho das novas unidades de força.
A atual dificuldade de recarga do sistema híbrido, que agora fornece quase metade da potência total, força competidores a desacelerar precocemente para poupar carga. Sem o auxílio do extinto componente MGU-H, os carros sofrem quedas bruscas de velocidade, criando disparidades perigosas entre os veículos. O objetivo da federação é ajustar o regulamento para impedir variações intensas de ritmo, garantindo que a tecnologia não torne as ultrapassagens artificiais.
O circuito de Xangai funcionará como laboratório, pois suas curvas facilitam a regeneração energética melhor que o traçado de Melbourne. Entre as soluções avaliadas, destaca-se o aumento do limite de recuperação de carga em aceleração máxima, subindo de 250 kW para 350 kW. Tal medida distribuiria a potência de forma linear até o fim dos trechos velozes, reduzindo a necessidade de táticas defensivas extremas e evitando que o motor "morra" antes das frenagens.
Caso o consenso seja atingido, as normas atualizadas podem estrear já no GP do Japão, em 29 de março. A intervenção busca equilibrar a entrega de torque e proteger a integridade dos pilotos em pistas de alta velocidade. Com esses ajustes, a FIA pretende assegurar que o sucesso nas pistas dependa da eficiência mecânica e do talento individual, minimizando as limitações eletrônicas que marcaram o início da temporada.
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